Segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Mandato no Conselho de Paz de Gaza será vitalício para quem doar 1 bilhão de dólares

Integrantes do Conselho de Paz da Faixa de Gaza, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exercerão um mandato de três anos ou poderão ter cargos vitalícios caso paguem US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões).

As informações estão no projeto de estatuto do Conselho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado por Trump para integrar o órgão, ao lado de líderes e ex-líderes mundiais e integrantes do governo dos EUA. O petista ainda não respondeu se aceita ou não o convite.

O presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou ter sido convidado. Ao compartilhar uma imagem da carta-convite, Milei escreveu nas redes sociais que será “uma honra” acompanhar a iniciativa presidida pelo próprio Trump e integrada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

O Conselho de Paz de Gaza é parte da segunda fase do acordo de paz para o território palestino, que prevê um governo de transição e o fim da guerra entre Israel e Hamas.

Ainda segundo o projeto, a minuta de carta enviada a cerca de 60 países pelo governo dos EUA exige que os membros contribuam com US$ 1 bilhão para que sua participação dure mais de três anos.

“Cada Estado-membro cumprirá um mandato de, no máximo, três anos a partir da entrada em vigor desta Carta, sujeito a renovação pelo presidente”, afirma o documento. “O mandato de três anos não se aplicará aos Estados-membros que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em fundos em dinheiro para o Conselho de Paz no primeiro ano”, prossegue o texto.

Trump anunciou a criação do Conselho como um elemento-chave da segunda fase do plano respaldado por Washington para encerrar a guerra no território palestino, entre Israel e o Hamas. “Posso dizer, com certeza, que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”, ressaltou, ao fazer o anúncio nas redes sociais.

Segundo a Casa Branca, o Conselho de Paz vai discutir questões como “fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital”.

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