Terça-feira, 18 de junho de 2024

Manifestações em diversas cidades do mundo pedem paz na Faixa de Gaza

Milhares de manifestantes saíram às ruas neste sábado (28) em cidades da Europa, do Oriente Médio, da Ásia e dos Estados Unidos para demonstrar apoio aos palestinos e pedir o fim dos ataques de Israel na Faixa de Gaza.

Os atos ocorrem no momento em que Israel intensifica sua operação contra o Hamas, com a presença de militares no território palestino, que está sem sinal de internet e isolado do resto do mundo desde sexta (27).

O Ministério da Saúde de Gaza, território controlado pelo Hamas, diz que 8 mil pessoas morreram desde o início do conflito, em 7 de outubro. Esses números, no entanto, não foram verificados por organizações independentes. Do lado israelense, são cerca de 1.400 mortos e 229 reféns em poder do Hamas.

Além do Oriente Médio, os movimentos em solidariedade ao povo palestino foram registrados do Leste Asiático – como no Japão e Indonésia – até a Europa – como em Portugal.

Manifestações

Reino Unido – Numa das maiores marchas, em Londres, imagens aéreas mostraram grandes multidões pelo centro da capital para exigir ao governo do primeiro-ministro Rishi Sunak um cessar-fogo. Fazendo eco da posição de Washington, o governo de Sunak não chegou a pedir um cessar-fogo e, em vez disso, defendeu pausas humanitárias para permitir que a ajuda chegasse às pessoas em Gaza.

Estados Unidos – Centenas de pessoas se reuniram em Nova York para pedir o cessar-fogo entre Israel e Hamas.

Malásia – Na Malásia, uma grande multidão de manifestantes entoava slogans em frente à embaixada dos EUA em Kuala Lumpur.

Itália – Em Roma, centenas de pessoas se reuniram na frente do Coliseu para pedir pela paz na Faixa de Gaza.

Turquia – Dirigindo-se a centenas de milhares de apoiantes num grande comício em Istambul, o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, disse repetiu a sua posição sobre o Hamas não ser uma organização terrorista.

Iraque – Os iraquianos participaram de um comício em Bagdá.

Cisjordânia – Os manifestantes palestinos em Hebron, na Cisjordânia ocupada, pediram um boicote global aos produtos israelenses. “Não contribuam para o assassinato das crianças da Palestina”, gritavam.

França – Algumas cidades na França proibiram comícios desde o início da guerra, temendo que pudessem alimentar tensões sociais. Ainda assim, houve protestos em Paris e em Marselha.

Nova Zelândia – Na capital da Nova Zelândia, Wellington, milhares de pessoas segurando bandeiras palestinas e cartazes com os dizeres “Palestina Livre” marcharam até o Parlamento.

Tensão na fronteira

Na fronteira israelense, as manifestações foram vistas com uma tensão a mais pela proximidade com Israel.

No Líbano, o vice-chefe do Hezbollah, Naim Qassem, discursou durante um comício onde centenas de pessoas se reuniram em solidariedade com os palestinos. Qassem disse que o grupo estava “totalmente pronto” para contribuir para os combates.

“Contribuiremos para o confronto dentro do nosso plano. Quando chegar a hora de qualquer ação, nós vamos agir”, afirmou o vice-chefe do Hezbollah. O grupo já entrou em confronto com Israel na fronteira libanesa ao longo da semana.

Já na Jordânia, a manifestação acabou em confronto com a própria polícia do país. O centro de Amã foi tomado por manifestantes que gritavam em apoio ao Hamas. A população também exigia que o governo fechasse a embaixada israelense e anulasse o tratado de paz de 1994 com Israel.

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