Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 6 de janeiro de 2026
O médico Cláudio Birolini afirmou nesta terça-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu um traumatismo cranioencefálico leve após ter passado mal durante a madrugada desta terça-feira (6) na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília, onde cumpre pena. Segundo Birolini, Bolsonaro passará por exames para avaliação do quadro.
“Em vista da situação em que ele se encontra, quedas com traumatismos são uma de nossas maiores preocupações. Já havíamos alertado sobre esse risco”, afirmou o médico, ao confirmar o diagnóstico de traumatismo cranioencefálico leve.
A informação foi divulgada após relato feito pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou, em publicação nas redes sociais, que o ex-presidente teve uma crise de soluços enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel.
De acordo com Michelle, como Bolsonaro está detido em uma sala especial da Polícia Federal, o atendimento médico só ocorreu quando ele foi chamado para a visita. A ex-primeira-dama esteve na unidade na manhã desta terça-feira e informou que aguardava a chegada de um delegado para esclarecer como foram prestados os primeiros socorros. Integrantes da Polícia Federal, ouvidos sob reserva, afirmaram que houve atendimento no local e minimizaram a gravidade do episódio.
O cardiologista Brasil Ramos Caiado também foi acionado e está na unidade da Polícia Federal para realizar avaliação clínica do ex-presidente. O episódio ocorre poucos dias após Bolsonaro apresentar melhora no estado de saúde. Na semana passada, ele recebeu alta do hospital DF Star, onde ficou internado por nove dias após passar por cirurgia de hérnia inguinal bilateral.
Durante a internação, iniciada em 24 de dezembro e encerrada no primeiro dia do ano, também foi submetido a bloqueio do nervo frênico, procedimento indicado para conter crises persistentes de soluços, associadas pelos médicos a complicações decorrentes da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.
Desde o retorno à custódia da Polícia Federal, no dia 1º, aliados e interlocutores relatavam evolução clínica considerada positiva, com ausência de crises frequentes de soluço. Ainda assim, pessoas ouvidas sob reserva afirmam que Bolsonaro vinha se queixando de dificuldades para dormir, atribuídas ao funcionamento contínuo e ao ruído do sistema de ar-condicionado da unidade.
A defesa levou a reclamação ao Supremo Tribunal Federal. Em petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados afirmaram que o barulho compromete o repouso do ex-presidente e solicitaram medidas como isolamento acústico ou adequação do espaço. Na segunda-feira (5), Moraes determinou que a Polícia Federal se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre as condições relatadas.
Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. (Com informações de O Globo)