Terça-feira, 25 de junho de 2024

Menina de 1 ano e meio morre após ser deixada sozinha em casa por uma semana na Itália

Uma menina de 1 ano e meio morreu na Itália após ter sido deixada sozinha em casa por uma semana. A mãe dela, Alessia Pifferi, de 37 anos, foi presa por “homicídio pré-intencional agravado por motivos fúteis”. Ela tinha ido a outra cidade ver o namorado, para quem disse que tinha deixado a menina com a irmã.

Segundo o jornal L’unione Sarda, o juiz Fabrizio Filice ordenou a prisão preventiva dela e considerou que o crime ocorreu na forma omissiva, o que exclui a agravante da premeditação conforme solicitada pelo Ministério Público. O promotor Francesco De Tommasi definiu a autora como uma pessoa “perigosa” e “capaz de cometer atrocidades”, que não tinha “escrúpulos” de se divertir e continuar seus relacionamentos.

Perante o magistrado, a mulher disse que desejava ter “um futuro” com seu companheiro.

“Por isso considerei crucial não interromper aqueles dias em que estava com ele, mesmo quando temia que a criança ficasse muito doente ou morresse”, afirmou Alessia. “Depois do terceiro dia, não estava tranquila, mas talvez tenha prevalecido o cansaço que carregava dentro, porque sou mãe solteira, não é fácil, ninguém me ajudou e foi muito pesado.”

Alessia contou que se sustentava “com a ajuda” de sua mãe, que lhe “mandava dinheiro todo mês”. Ela vivia em Milão, e o namorado em Leffe, a cerca de 80 quilômetros de distância.

Mãe de Alessia, identificada como Maria, desabafou sobre o caso numa postagem de Facebook, informou o jornal Il Giorno.

“Obrigada a todos”, disse Maria a respeito das mensagens de sentimentos pela morte de sua neta. “Minha filha é um monstro”, completou.

Gangues no Haiti

Pelo menos 471 pessoas foram mortas, feridas ou estão desaparecidas devido à violência entre gangues em Cité Soleil, uma favela da capital do Haiti, informou a ONU nesta segunda-feira. Os dados referem-se a um período de apenas nove dias, entre 8 e 17 de julho, mas as agências humanitárias relatam que a segurança continua muito frágil na região.

“O acesso aos cuidados de saúde é limitado ou inexistente, com muitos centros de saúde fechados e pessoal médico com acesso limitado à área, além da falta de comida e água”, declarou a Organização das Nações Unidas, em comunicado.

No documento, Ulrika Richardson, coordenadora da ONU no Haiti, também pediu que “todas as partes acabem com a violência mortal e permaneçam comprometidas em manter aberto um corredor humanitário em Cité Soleil, para permitir o acesso desimpedido à assistência humanitária”.

Cerca de 3 mil habitantes dessa favela, a área mais pobre da região metropolitana de Porto Príncipe, tiveram de fugir de suas casas, incluindo “centenas de crianças desacompanhadas”. Incidentes graves de violência sexual contra mulheres e meninas, bem como crianças recrutadas por gangues, também foram relatados.

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