Segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 2 de fevereiro de 2026
O mercado financeiro reduziu de 4% para 3,99% a sua estimativa de inflação para este ano no Brasil, de acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (2) pelo BC (Banco Central).
Se confirmada a projeção, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficará abaixo do registrado em 2025 (4,26%). Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 3,80%.
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo do CMN (Conselho Monetário Nacional) é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.
Para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2026, a estimativa do mercado foi mantida em uma alta de 1,80%, abaixo dos cerca de 2,25% projetados para o ano de 2025.
O resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística). Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida também em 1,80%.
Juros e dólar
Após a taxa básica de juros da economia brasileira ter sido mantida em 15% ao ano na semana passada, o maior nível em quase 20 anos, o mercado financeiro segue acreditando que a Selic vai recuar neste ano.
Para o fim de 2026, a estimativa foi mantida em 12,25% ao ano. Ou seja, o mercado projeta uma queda de 2,25 pontos percentuais na Selic neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado ficou em 10,50% ao ano.
O mercado financeiro projetou relativa estabilidade na taxa de câmbio neste ano, apesar do período eleitoral, que costuma pressionar o dólar para cima.
Após a moeda norte-americana ter recuado mais de 11% no ano passado e fechado 2025 em R$ 5,48, a projeção para 2026 permaneceu em R$ 5,50 por dólar, valor inalterado há 16 semanas. Para 2027, a estimativa recuou de R$ 5,51 para R$ 5,50.