Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 18 de fevereiro de 2026
Analistas do mercado financeiro reduziram de 3,97% para 3,95% a estimativa de inflação para 2026, segundo o Boletim Focus, divulgado pela quarta-feira (18), pelo Banco Central (BC). Foi o sexto recuo seguido. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está 0,55 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 4,02%. A projeção para o IPCA de 2027 ficou estável em 3,80%, pela 15ª semana consecutiva. Considerando apenas as 55 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 3,80% para 3,70%.
O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que previa que alta de 4,31%, e da estimativa do Banco Central para o período, de alta de 4,4%.
Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,4% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
No Focus desta quarta-feira, a projeção para o IPCA de 2028 ficou estável em 3,50%, pela 15ª semana seguida. Para 2029, a projeção também ficou em 3,50%, pela 24ª semana consecutiva. A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permaneceu em 1,80% pela 10ª semana consecutiva.
O Banco Central aumentou sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre.
Segundo a autarquia, a elevação refletiu a revisão nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que afetou, especialmente, o crescimento da agropecuária no primeiro semestre, e um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 ficou estável em 1,80%, pela 7ª leitura consecutiva. Considerando só as 29 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa também seguiu em 1,80%. As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 101ª e 48ª semana seguida, respectivamente. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)