Quarta-feira, 22 de maio de 2024

Mercado financeiro revisa projeção do PIB brasileiro para 2,56%

Analistas do mercado financeiro revisaram para cima a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2023. Segundo o Boletim Focus divulgado nessa segunda-feira (4), o mercado prevê um crescimento de 2,56% neste ano, acima dos 2,31% da semana passada e dos 2,26% estimados há um mês.

A revisão ocorre após a divulgação dos dados do PIB do segundo trimestre, que ficou em 0,9%, acima das estimativas, de 0,3%. O avanço é baseado no consumo das famílias, sob a ótica da demanda, e pela melhora da indústria, dos serviços e também a uma queda menos acentuada que o esperado na agropecuária, quando o olhar é sob a ótica da produção.

Logo após a divulgação do PIB, o governo federal elevou de 2,3% para 3% a projeção para este ano. Também elevaram as projeções bancos e casas de análise como o Goldman Sachs (2,65% para 3,25%), JPMorgan (2,4% para 3,0%), PicPay (1,9% para 3,0%), Banco Inter (2,2% para 2,7%), Ativa Investimentos (2,2% para 2,7%) e ASA Investments (1,7% para 2,5%) e há indicativos que mais revisões devem sair ao longo desta semana.

Enquanto a projeção para o PIB melhora, a da inflação deu sinal oposto. No Focus desta semana, há uma ligeira revisão de 4,9% para 4,92%. Com o consumo das famílias aquecido, bem como o mercado de trabalho com ocupação em alta e massa salarial em nível recorde, a projeção para a inflação deixou de arrefecer. O teto da meta para este ano é de 4,75%.

“O fim da melhora do IPCA, pode reverter aos poucos as convicções no mercado que o Banco Central irá levar a taxa Selic para baixo de dois dígitos o ano que vem”, afirma o economista André Perfeito. Segundo o especialista, não há um problema inflacionário no horizonte, já que os núcleos e serviços estão controlados, porém o ritmo esperado pode ser menor. Para 2023, o Focus trás projeção de Selic a 11,75%, indicando mais três cortes até o fim do ano. Já para 2024, a projeção é de 9%.

Balança comercial

A projeção para a balança comercial brasileira em 2023 subiu de um superávit de US$ 70,90 bilhões para US$ 72,35 bilhões. A estimativa para 2024 se manteve em US$ 60 bilhões, enquanto a de 2025 subiu de US$ 59,3 bilhões para US$ 59,59 bilhões. A estimativa da balança para 2026 avançou de US$ 57 bilhões para US$ 58 bilhões.

Dívida pública

Para a dívida líquida do setor público, as projeções para 2023 caíram de 60,60% do PIB para 60,45% do PIB, enquanto as de 2024 continuaram em 63,95% do PIB, e as de 2025 e 2026 também permaneceram no mesmo patamar, de 66,0% do PIB e 68,0% do PIB, respectivamente.

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