Quinta-feira, 08 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 7 de janeiro de 2026
De acordo com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) “está tudo errado” com o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Brasília, onde ele está detido. Michelle disse que Bolsonaro está em uma “solitária”.
“Ele sofre o acidente na cela, na solitária, é um quarto fechado, ele sofre um acidente e o perito só chega 40 minutos depois do horário da primeira medicação, que é às 08h da manhã. Está tudo errado”, declarou Michelle.
Durante conversa com jornalistas em frente ao hospital onde o ex-presidente passou por exames nesta quarta-feira (7), ela afirmou que as informações fornecidas aos familiares sobre os primeiros socorros dados à Bolsonaro após uma queda não estão “batendo”.
“Ele sofreu esse acidente ali dentro do quarto e o que mais me chamou atenção, porque eu procurei, sim, eu procurei o perito, eu procurei o delegado, eu gostaria de saber exatamente. Eu pedi um relatório para PF, eu gostaria de saber exatamente o momento em que foi aberto o quarto dele e a gente sabe que o quarto dele é aberto às 08h para ele tomar a primeira medicação do dia. Eu converso com o perito, o perito coloca no relatório que ele fez os primeiros socorros por volta de 08h40, 09h. Então aí ele já perdeu 40 minutos, né? (…) Eu converso com o delegado, ele me fala que abriu o quarto dele 7h20. Então, não ta batendo”, detalhou a ex-primeira-dama.
Ainda segundo Michelle, faltou “agilidade” para atender o ex-mandatário. Na conversa, ela afirmou que Bolsonaro está “abalado” depois de todo o ocorrido.
“Ele está abalado, né? Não tem como ficar bem na situação em que ele está. Não tem como ficar bem tomando medicação por nove meses. Ele sente dores, ele convive com a dor”, ressaltou Michelle.
Troca
A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta que não tem como trocar o ex-presidente da cela na Superintendência da corporação, onde ele está custodiado. Também declarou que o espaço não tem como passar por reformas para diminuir o barulho do ar-condicionado.
Segundo a PF, não há como trocar o ex-presidente de local e manter as mesmas condições de segurança. As informações foram prestadas após reclamação por parte da defesa de Bolsonaro acerca dos ruídos na sala.
“Em razão dessa proximidade com as áreas técnicas, há nível de ruído no ambiente. Contudo, é importante destacar que não é possível eliminar ou reduzir significativamente esse ruído por meio de medidas simples, ou pontuais”, diz a PF na petição.