Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Michelle procura o ministro do Supremo Gilmar Mendes para pedir prisão domiciliar a Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro solicitou nesta semana uma audiência com o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de tratar da situação de saúde do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo relatos, Michelle pretende apelar para que Bolsonaro tenha a pena convertida em prisão domiciliar, alegando que ele enfrenta problemas médicos que dificultariam sua permanência no sistema prisional.

Aliados e apoiadores do ex-presidente vêm sustentando publicamente que Bolsonaro não teria condições clínicas adequadas para continuar preso. O ex-presidente estava detido na superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, imposta após condenação por tentativa de golpe de Estado. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, negou recentemente mais um pedido da defesa para a concessão de prisão domiciliar. Nessa quinta (15), Moraes determinou a transferência de Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha.

De acordo com informações, Michelle Bolsonaro relatou ao ministro Gilmar Mendes estar vivendo um momento pessoal difícil e afirmou agir motivada pela preocupação com a saúde do marido. O encontro foi confirmado por Gilmar Mendes, que, no entanto, optou por não comentar o conteúdo da conversa nem eventuais desdobramentos.

Nos bastidores, interlocutores ligados ao bolsonarismo afirmaram ao blog da colunista Andréia Sadi, do portal de notícias g1, que haveria divergências internas no STF em relação à posição adotada por Alexandre de Moraes. Segundo essas fontes, alguns ministros demonstrariam reservas quanto à manutenção de Bolsonaro no regime fechado, o que teria levado Michelle Bolsonaro a buscar diálogo com outros integrantes da Corte na tentativa de sensibilizá-los para discutir o tema com o relator do processo.

No fim de dezembro, Jair Bolsonaro precisou deixar temporariamente a sede da Polícia Federal para ser encaminhado a um hospital, onde passou por uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal bilateral. Além desse procedimento, ele também foi submetido a intervenções médicas para tentar controlar crises recorrentes de soluço, que, segundo seus advogados, têm afetado sua qualidade de vida.

Em 1º de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes negou um pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa com base nas cirurgias realizadas. Na semana passada, Bolsonaro voltou a passar mal e sofreu uma queda dentro da sala onde cumpre pena. A pedido da defesa, ele foi levado novamente a um hospital para a realização de exames e, após avaliação médica, retornou à custódia da PF.

Bolsonaro foi condenado em setembro e permaneceu até novembro em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, após descumprir medidas restritivas impostas pela Justiça. Em 22 de novembro, foi preso preventivamente por ordem de Moraes, após tentar danificar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Três dias depois, o STF determinou o encerramento do processo e o início do cumprimento definitivo da pena. (Com informações da colunista Andréia Sadi, do portal de notícias g1)

 

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