Terça-feira, 08 de setembro de 2026

Microsoft vai cobrar mais por licenças do Windows 11 e deixará PCs mais caros

Em um momento no qual a crise mundial de componentes está ajudando a acabar com os “PCs baratinhos” e atrapalhar a vida de quem precisa fazer um upgrade ou adquirir uma nova máquina, a Microsoft quer dificultar mais a vida dos consumidores. Isso porque a empresa prepara um reajuste do quanto vai cobrar de seus parceiros pelas licenças do Windows 11.

A Microsoft prepara um aumento nas tarifas cobradas de parceiros pelas licenças OEM (Original Equipment Manufacturer) do Windows 11. O reajuste deve ficar entre 7% e 10%. As informações são do portal United Daily News.

A elevação deve pressionar fabricantes de computadores a repassar custos ao consumidor final. Empresas do setor estimam que os preços de venda ao público terão alta de pelo menos 5% em decorrência direta do novo valor das licenças.

O critério adotado pela Microsoft para definir o reajuste está, supostamente, atrelado à especificação do processador (CPU) utilizado por cada fabricante. Quanto maior o desempenho e o custo do chip escolhido pela empresa, mais elevada tende a ser a cobrança pela licença do sistema operacional.

O movimento ocorre em um contexto já desfavorável ao mercado de PCs. A escassez global de componentes eletrônicos já vinha encarecendo a produção e reduzindo a oferta de computadores mais acessíveis, pressionando as vendas do setor.

Algumas fabricantes já operam com margens comprimidas e registram quedas nas vendas. Acer e Asus estão entre as empresas que preparam novos aumentos de preço. Ainda, conforme o United Daily News, a Asus já havia reajustado seus valores médios em 30% no período de um ano.

O cenário preocupa fabricantes, que avaliam que aumentos sucessivos de preço podem levar o mercado a um ponto de ruptura em que a demanda por novos equipamentos deixe de ser sustentável.

A seu favor, a Microsoft tem o fato de que nem todos os consumidores estão dispostos a deixar o Windows 11 de lado para investir em sistemas como o Linux. E em alguns casos, como no meio corporativo, essa sequer é uma opção, dado o uso de softwares que dependem do sistema para funcionarem.

Enquanto no momento as fabricantes de PC continuam a sobreviver, muitas delas estão pessimistas em relação ao futuro. Afinal, caso os preços continuem a crescer rapidamente, não vai demorar até que o mercado chegue a um “ponto de quebra” no qual ninguém vai querer — ou poder — comprar um novo produto. (Com informações de O Tempo e Technoblog)

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