Terça-feira, 16 de agosto de 2022

Ministério da Saúde afirma que o Brasil tem quase 450 casos de monkeypox, a varíola dos macacos

O Brasil atingiu os 449 casos confirmados da monkeypox, a varíola dos macacos, segundo dados do Ministério da Saúde. Treze Estados e o Distrito Federal têm pacientes infectados. Em nota, a pasta afirmou estar mantendo articulação direta com as unidades federativas para monitorar os casos e rastrear o contato dos pacientes com quaisquer possíveis infectados.

Atualizado na última quinta-feira (14), um levantamento feito pela CNN identificou pelo menos 58 com casos confirmados da varíola dos macacos, que se tornou uma epidemia ao infectar pessoas fora dos países onde é endêmica, em sua maioria na África Central.

Os casos registrados no País se espalham por Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal.

Além do Brasil, ao menos 44 países registraram casos da varíola dos macacos. E o primeiro caso do ano foi confirmado no início de maio, no Reino Unido.

Sintomas e cuidados 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o período de incubação da varíola dos macacos fica entre 6 a 13 dias, mas pode variar de 5 a 21 dias. Os primeiros sintomas, que começam a aparecer após o quinto dia da infecção, são febre, dor de cabeça intensa, linfadenopatia (inchaço dos gânglios linfáticos), dor nas costas, mialgia (dores musculares), astenia intensa (falta de energia).

Entre 24 e 36 horas do início da febre, os especialistas apontam para o aparecimento de um novo sintoma da infecção: erupções cutâneas, ou seja, na pele. Quando a infecção não é controlada, o vírus pode causar graves desdobramentos para a saúde do indivíduo, que podem incluir infecções secundárias como a broncopneumonia, sepse, encefalite e infecção da córnea com consequente perda de visão.

A varíola dos macacos é transmitida através do contato físico com pessoas que tenham sintomas da infecção. Para ser mais preciso, as erupções e o pus dessas lesões são altamente infecciosos — até roupas de cama, toalhas e objetos contaminados podem transmitir o vírus.

Segundo a OMS, úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva. As pessoas que interagem com alguém que é infeccioso, incluindo profissionais de saúde, membros da família e parceiros sexuais, correm maior risco de infecção.

Pacientes com suspeita da doença devem ficar em isolamento, em um local com boa ventilação natural. É recomendado que ambientes comuns, como banheiro e cozinha, fiquem com janelas abertas. Caso more com outras pessoas, deve-se usar a máscara cirúrgica bem ajustada e protegendo a boca e o nariz.

Além disso, é importante que o paciente lave as mãos várias vezes ao dia, preferencialmente com água e sabonete líquido. Se possível, deve usar toalhas de papel descartável para secá-las.

Quem estiver com suspeita também não compartilhar alimentos, objetos de uso pessoal, talheres, pratos, copos, toalhas ou roupas de cama. Os itens só podem ser reutilizados após higienização.

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