Sábado, 13 de julho de 2024

Ministério da Saúde confirma 76 casos de varíola dos macacos no Brasil; estudo britânico aponta que doença infecta mais homens gays

O Brasil já conta com 76 casos confirmados em seis Estados e no Distrito Federal. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde no domingo (3). O Estado com maior incidência é São Paulo, com 52 casos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 16. Os estados do Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul registraram dois infectados. Rio Grande do Norte e Distrito Federal divulgaram um caso.

Para monitorar a disseminação da doença no país, o Ministério da Saúde criou uma Sala de Situação. A partir desse mecanismo, a pasta mantém contato direto com secretarias de saúde para identificar casos possíveis de varíola dos macacos. O ministério afirmou ainda que está em articulação com as secretarias estaduais de saúde para continuar monitorando o surgimento de novos casos e rastrear as pessoas que tiveram contato próximo com os infectados.

Surto global

Nos últimos meses houve um surto da doença na Europa e nos Estados Unidos. O primeiro caso no Brasil foi registrado no dia 8 de junho. No fim de junho, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que, no momento, a situação não se configura como uma emergência de saúde de importância internacional. Isso significa que a OMS, apesar de admitir preocupação com a doença, entende que o surto não é tão grave, por exemplo, como a pandemia de covid.

Autoridades sanitárias têm dito que o poder de contágio da varíola dos macacos é menor que o da covid, assim como a ocorrência de casos graves da doença.

Estudo britânico

O surto de varíola dos macacos começou a adoecer milhares de pessoas em todo o mundo e uma das principais dúvidas é porque um vírus que nunca conseguiu se espalhar além de alguns casos fora da África de repente alcançou um nível global.
Um estudo da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM), publicado ainda sem revisão, sugere que o surto pode ter entrado em redes sexuais altamente interconectadas na comunidade de homens que fazem sexo com outros homens.

De acordo com a pesquisa, o surto pode continuar crescendo rapidamente se a propagação não for reduzida. Mas é importante não estigmatizar a comunidade já que outros grupos também podem ser infectados.

Desde o início de maio, mais de 2 mil casos de varíola dos macacos foram relatados em mais de 30 países onde o vírus normalmente não é visto. Os pesquisadores da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA) pediram aos pacientes que preenchessem questionários. Dos 152 que o fizeram, 151 disseram eram da comunidade.

Os encontros sexuais desempenham, segundo o estudo, um papel na transmissão. Das 152 pessoas no conjunto de dados UKHSA, 82 foram convidadas para entrevistas adicionais com foco em sua saúde sexual. Entre os 45 participantes, 44% relataram mais de 10 parceiros sexuais nos 3 meses anteriores e 44% relataram sexo grupal durante o período de incubação.

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