Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Ministério Público gaúcho denuncia secretário municipal que recusou atendimento de socorrista negro após ser baleado

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou à Justiça duas denúncias relacionadas a um ataque a tiros cometido na cidade gaúcha de Sentinela do Sul. A primeira tem como alvo três indivíduos apontados como responsáveis pelos disparos, que resultaram em um morto e um ferido. Já a outra está relacionada ao sobrevivente,  um secretário municipal acusado de injúria racial após recusar atendimento de um socorrista negro.

Na noite do dia 14 de novembro do ano passado, durante evento esportivo em ginásio pertencente à prefeitura, dois homens balearam um jovem (que não resistiu) e o titular da pasta municipal de Educação, Turismo, Desporto e Cultura. Este último sobreviveu e, ao perceber a presença do profissional negro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), reagiu: “Não tem alguém branco para me carregar?”.

O promotor responsável pelos dois processos, Pedro Henrique Lacerda Paoliello, denunciou por homicídio e tentativa de homicídio os responsáveis pelo ataque. Na origem do incidente estão desavenças entre o trio e a vítima, supostamente também envolvida em atividades criminosas.

Ao gestor municipal, então atingido na cabeça por bala perdida dentro do ginásio, foi imputada a acusação de injúria racial no âmbito da fala discriminatória contra o integrante do Samu. Ele já havia sido investigado pelo mesmo tipo de crime, quando comandava a pasta da Saúde, mas o inquérito acabou arquivado. O promotor pede que ele também seja condenado na esfera administrativa, com a perda do cargo público e indenização de pelo menos R$ 30 mil.

(Marcello Campos)

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