Domingo, 22 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 21 de fevereiro de 2026

O verão gaúcho costuma ser lembrado pelas praias lotadas e pelo turismo intenso. Mas, por trás da rotina ensolarada, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) esteve atento a um ponto vital: a segurança alimentar. No programa Pampa Debates, conduzido por Paulo Sérgio Pinto, o procurador-geral de Justiça Alexandre Saltz apresentou um balanço das blitz realizadas em todas as praias do litoral, do norte ao sul, cobrindo uma faixa de 615 km de costa e cerca de 68 praias.
Os números impressionam. Em apenas um estabelecimento de uma rede de supermercados com 12 filiais, foram apreendidas 9 toneladas de carne imprópria para consumo humano. Somando os resultados das demais operações, o total ultrapassou 20 toneladas de alimentos irregulares retirados de circulação. É um dado que fala por si: sem essas ações, milhares de pessoas poderiam ter consumido produtos em condições precárias, com riscos sérios à saúde.
A força-tarefa percorreu cidades emblemáticas do litoral norte:
Imbé: 10 toneladas de produtos recolhidos.
Tramandaí: quase 2 toneladas e a interdição de um restaurante.
Xangri-Lá: dois estabelecimentos fechados.
Capão da Canoa: mercados autuados com 1 tonelada de mercadorias irregulares.
Torres: 350 kg de alimentos retirados de circulação.
Saltz foi enfático: “O Ministério Público é a voz da sociedade quando ela não consegue se fazer ouvir. Nosso papel é assegurar que a lei seja aplicada de forma justa e que os mais vulneráveis não sejam esquecidos.”
Mais do que estatísticas, o balanço mostra a essência da instituição: proteger a saúde pública, defender o consumidor e reforçar a confiança da população nas instituições. O contraste é evidente: enquanto turistas aproveitam o verão, fiscais e promotores trabalham para que o churrasco da beira da praia não se transforme em risco à vida.
Saltz concluiu com uma frase que sintetiza o espírito da atuação: “O Ministério Público é a ponte entre a lei e a vida real. É a garantia de que a justiça não fique apenas no papel, mas se transforme em benefício concreto para cada cidadão gaúcho.”(por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)