Sábado, 29 de novembro de 2025

Ministro Alexandre Moraes e candidato à vaga no Supremo Jorge Messias conversam para superar arestas entre si

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes conversou por telefone com o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para a Corte. O magistrado apoiava o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que era o preferido também do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro.

O nome dele tem que ser aprovado agora pelo Senado. Alcolumbre trabalha para derrotá-lo – e contava, até agora, com o apoio de Moraes.

Ministros avaliam que sua resistência perdeu sentido após a decisão do presidente e avaliam ser “questão de tempo” para ele se alinhar ao restante da Corte. Um deles resumiu a posição predominante: “O presidente tem a prerrogativa de fazer a indicação. É possível tentar convencê-lo antes dela. Mas, uma vez feita a escolha, é preciso respeitá-la”.

A posição do ministro é isolada. Gilmar Mendes fez acenos públicos à escolha. Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e André Mendonça manifestaram, nos bastidores, apoio inequívoco ao indicado. Mendonça, aliado de primeira hora de Messias dentro do tribunal, inclusive participa ativamente das conversas políticas.

O único ministro que até agora não parabenizou Messias pela indicação, publica ou privadamente, foi Flávio Dino, que teve desentendimentos com ele quando integrava o governo Lula. Mesmo assim, auxiliares do tribunal avaliam que a resistência de Dino é discreta e não chega a representar oposição.

Magistrados afirmaram à Folha de S. Paulo ter a expectativa de que, diante do fato consumado, Moraes jogue definitivamente a toalha, já que a indicação de Pacheco se tornou impossível: derrotado, Lula não daria a Alcolumbre o prêmio de escolher um novo integrante do Supremo.

Com isso, acreditam, Alexandre de Moraes se somaria aos demais nas boas-vidas a Messias, caso ele seja aprovado pelo Senado e assuma o cargo.

A conjuntura no Senado, porém, permanece imprevisível. A articulação de Alcolumbre tenta transformar a votação em uma demonstração de força da Casa, mas lideranças admitem que barrar um indicado ao Supremo Tribunal Federal seria um gesto de ruptura institucional.

A última vez que o Senado rejeitou uma indicação à Corte foi há 130 anos, em 1894, quando cinco nomes foram recusados durante o governo Floriano Peixoto. Desde então, todos os indicados foram aprovados, mesmo em momentos de tensão política. Com informações da Folha de S. Paulo e Veja.

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