Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Ministro da Defesa quer um militar para comandar o Gabinete de Segurança Institucional e diz que “não é hora de mudar”

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, afirmou ao chegar a Portugal na manhã dessa sexta-feira (21), onde acompanha a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a interinidade de Ricardo Cappelli na chefia do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) deve durar pouco.

Ainda assim, Múcio negou que haja um nome já escolhido para o cargo, mas defendeu que “não é hora de mudar o perfil do comando”, sugerindo a continuidade de um militar à frente da pasta. Civil, Capelli é homem de confiança do ministro da Justiça, Flávio Dino, e chefiou a Segurança em Brasília durante a intervenção federal decretada após os ataques de 8 de janeiro.

Sobre a saída do general Gonçalves Dias, que pediu afastamento do cargo de ministro do GSI após a divulgação de imagens em que aparecia junto com outros funcionários da pasta dentro do Palácio do Planalto durante os atos golpistas, Múcio disse que “foi bom para ele, não estava se sentindo confortável”.

E acrescentou: “Desde o episódio do 8 de janeiro, ele não ficou à vontade. Ele não estava se sentindo bem. E agora com aquelas fitas, as coisas pioraram e ele resolveu sair”.

O anúncio da interinidade de Cappelli foi feito pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta.

“O presidente decidiu juntamente com o afastamento do general G Dias que haverá também o afastamento do secretário executivo do GSI e será nomeado interinamente como secretário executivo do GSI, respondendo interinamente pelo GSI o senhor Ricardo Cappelli. Portanto, tão logo seja publicado o diário oficial, o Ricardo vai ficar respondendo pelo GSI”, afirmou Pimenta na ocasião.

De acordo com o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Capelli permanecerá à frente do GSI enquanto Lula define “uma estratégia definitiva sobre o futuro do GSI” junto com sua assessoria e demais ministros.

“O presidente entendeu que era importante que esse espaço fosse ocupado imediatamente. Capelli fez um trabalho muito importante como interventor aqui na segurança pública do Distrito Federal e, portanto, ele foi convidado e já aceitou o convite. Ele responderá interinamente pelo GSI”, afirmou o ministro.

Questionado se existe chance de que o GSI seja extinto, o ministro afirmou que “não existe nenhuma discussão nesse sentido”.

Também indagado se Ricardo Capelli pode permanecer à frente do ministério, Paulo Pimenta afirmou que “não existe nada nesse sentido”.

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