Segunda-feira, 02 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 1 de março de 2026
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o cenário eleitoral em jantar realizado no Palácio da Alvorada. Haddad e Lula estavam acompanhados por suas esposas, Ana Estela e Janja, respectivamente.
Ao fim do jantar, ocorrido na quinta-feira ((26) Lula teria dito que irá chamar Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin nesta semana para conversar sobre São Paulo. “Então, não rolou o que está sendo divulgado, vai rolar”, disse Haddad em entrevista ao Flow News no dia seguinte.
Conforme apurou o Estadão, Lula quer que Alckmin ajude Haddad a montar uma estratégia eleitoral para conquistar votos no interior paulista. A reunião citada pelo ministro deve ocorrer nesta terça-feira (3).
O titular da Fazenda disse que, antes de acompanhar o mandatário em viagem internacional à Índia e à Coreia, ele teve duas conversas longas com Lula em que passou em revista a parceria dos últimos 30 anos. “Botamos muita coisa em dia, acho que a gente precisava disso”, relatou Haddad.
Nos últimos dias, aumentou a pressão para que Haddad dispute o Palácio dos Bandeirantes, o que é visto como essencial para que Lula consiga votos no maior colégio eleitoral do País. Integrantes do governo já falam abertamente que o ministro da Fazenda precisa concorrer a um cargo em São Paulo para ajudar na disputa pela reeleição. O desejo expresso pelo ministro é de atuar na coordenação da campanha de Lula.
O ministro também disse que ainda guarda uma definição de Lula sobre a data em que o petista vai viajar aos Estados Unidos para encontrar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocasião em que Haddad poderá acompanhar o mandatário.
Cenário diferente
Conforme relato de um assessor do presidente, Haddad ouviu de Lula que precisa dele para ajudar a consolidar sua reeleição. Ainda muito resistente a concorrer a qualquer cargo em 2026, ele vem, no entanto, cedendo diante da insistência de Lula. Segundo uma pessoa próxima, o presidente tem conseguido mudar a opinião de Haddad.
O argumento do ministro é que a situação hoje é diferente da de 2022, quando concorreu ao governo do Estado, e Lula disputou contra o incumbente Jair Bolsonaro. Agora, Haddad tem repetido dentro e fora do governo, Lula “tem o que mostrar” como presidente.
Pesquisas eleitorais nas últimas semanas mostrando uma consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e um afunilamento no segundo turno da disputa com Lula ligaram o alerta os estrategistas de campanha e são parte do argumento para levar Haddad a concorrer.
Mesmo com o favoritismo do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), integrantes do núcleo próximo do presidente veem Haddad como o nome que pode diminuir a diferença e trazer votos essenciais para Lula no Estado.
Segundo um assessor do presidente, a chapa ideal de Lula teria ainda o vice-presidente Geraldo Alckmin, quatro vezes governador de São Paulo. (Com informações do g1, Diário de S. Paulo e InfoMoney)