Segunda-feira, 17 de junho de 2024

Ministro da Justiça de Lula recebe bolsonaristas

Um dia após se reunir com representantes do bolsonarismo, como os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Caroline De Toni (PL-SC) e Paulo Bilynskyj (PL-SP) para tratar sobre uma investigação aberta a pedido do governo Lula sobre a disseminação de fake news relacionadas às enchentes no Rio Grande do Sul, o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski recebeu o também parlamentar Zé Trovão (PL-SC) em seu gabinete

No encontro, o deputado levou ao ministro alguns pleitos relativos aos caminhoneiros. Zé Trovão foi investigado por incitação a atos violentos e antidemocráticos, chegou a ser preso preventivamente e chegou a ser foragido da Justiça. Foram tratadas ações conjuntas para o transporte rodoviário de carga e Trovão sugeriu a reativação do Fórum Permanente do Fórum Rodoviário de Cargas.

Em documento assinado por ele após a reunião, o bolsonarista também pede “tratamento mais humano” da Polícia Rodoviária Federal aos caminhoneiros, durante abordagens em estradas. Ele também pediu a ampliação dos chamados “pontos de parada” da PRF pelo Brasil. Atualmente, a PRF conta com 161 postos deste tipo em território nacional.

Trovão foi preso em 2021 por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, sob a acusação de ter sido um dos nomes por trás das manifestações golpistas do Sete de Setembro daquele ano. Ele incentivou caminhoneiros a fecharem estradas como forma de pressionar o Senado a acolher pedidos de impeachment contra ministros do STF. Antes de se entregar, ele chegou a ficar 40 dias foragido no México, onde fez turismo.

Sem condenações, Trovão pôde disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo estado de Santa Catarina nas eleições do ano passado, ainda que proibido de usar redes sociais e obrigado a usar uma tornozeleira eletrônica. As medidas cautelares foram impostas por Moraes após o agora deputado passar dois meses detido. Inicialmente, Zé Trovão ficou alguns meses em prisão domiciliar.

A derrubada da decisão que o obrigava a usar tonozeleira eletrônica só acabou no ano passado por decisão do próprio Moraes. A defesa dele argumentava que as medidas dificultavam o mandato parlamentar.

Eduardo Bolsonaro

No encontro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) reclamou sobre a atitude do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, de pedir apuração contra deputados federais por supostas notícias falsas. O ofício de Pimenta lista onze postagens em redes sociais referentes às inundações no Rio Grande do Sul. Entre os citados como supostos disseminadores de “fake news”, está o próprio Eduardo Bolsonaro.

“Eu mencionei que nunca no governo Bolsonaro um parlamentar foi investigado a pedido de um ministro ou do presidente e que esta situação não caia bem na relação democrática governo-Congresso”, afirmou na rede social X (antigo Twitter).

A audiência no Palácio da Justiça foi realizada por iniciativa dos parlamentares bolsonaristas. Eles queriam convocar Lewandowski para uma sessão na CCJ, mas se contentaram com a reunião na sede da pasta. Comandada por De Toni, a CCJ, por outro lado, aprovou ontem convite para Pimenta se explicar sobre o ofício da Secom.

Eduardo Bolsonaro saiu convencido da reunião que o pedido de investigação partiu de Pimenta e não de Lewandowski. “Reunião foi boa para distensionar e, em que pese discordar da política de segurança pública do MJ, tenho clareza ao distinguir as condutas do Min. Lewandowski da de Paulo Pimenta”, acrescentou ele.

Na postagem investigada pela PF, Eduardo criticou a ajuda do governo federal ao Rio Grande do Sul, dizendo que a administração federal levou quatro dias para enviar reforços à região

O documento da Secom alega que “essas narrativas” geram “impacto na credibilidade das instituições como o Exército, FAB, PRF e Ministérios, que são cruciais na resposta a emergências”. Ele ainda afirmou que a “propagação de falsidades pode diminuir a confiança da população nas capacidades de resposta do Estado”. As informações são do jornal O Globo.

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