Quinta-feira, 19 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 19 de março de 2026
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), vai analisar o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) depois da realização de uma perícia médica no ex-presidente.
Bolsonaro está internado há uma semana em um hospital de Brasília com broncopneumonia. Apesar da melhora no quadro de saúde, Bolsonaro segue sem previsão de alta. Os advogados defendem desde o final do ano passado a transferência para prisão domiciliar.
Moraes vai determinar a realização de uma perícia médica depois que o ex-presidente deixar o hospital. A medida já foi tomada outras vezes pelo ministro diante de solicitações da defesa de Bolsonaro.
Nos últimos meses, Moraes rejeitou ao menos quatro pedidos similares. O entendimento do ministro, corroborado por laudos periciais, é o de que o atendimento médico à disposição de Bolsonaro na Papudinha é suficiente e eficaz.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe. O ex-presidente cumpre a pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF), desde janeiro.
Aliados de Bolsonaro apostam em uma decisão concedendo a prisão domiciliar ao ex-presidente como forma de Moraes tentar aliviar a pressão sobre o tribunal diante da crise do Banco Master.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, se reuniu nesta semana com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.
Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Em 4 de agosto, Moraes decretou a prisão domiciliar após o ex-presidente descumprir medidas cautelares impostas pelo STF. Quatro meses depois, no dia 22 de novembro, o ex-presidente foi preso preventivamente pela Polícia Federal após violar a tornozeleira eletrônica. Moraes determinou na ocasião a transferência de Bolsonaro para a Superintendência da PF em Brasília. (Com informações de CNN)