Domingo, 12 de abril de 2026

Ministro do Supremo Nunes Marques diz que sabia que Gusttavo Lima fazia propaganda para bets, mas não de investigações

Um dos convidados da festa de Gusttavo Lima, em Mykonos, Grécia, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, afirmou na terça-feira (24) que não sabia que o cantor sertanejo era investigado por suposta prática do crime de lavagem de capitais associado a jogos de azar, como apostas esportivas e cassinos online.

Nessa data, já estavam em andamento as investigações da Operação Integration, que resultaram no dia seguinte na prisão da influenciadora digital Deolane Bezerra e de outros investigados. Na mesma data, entre as diligências da operação, foi apreendido, pela Polícia Civil de São Paulo, um avião que pertencia a uma empresa de Gusttavo Lima, a Balada Eventos e Produções.

De acordo com o magistrado, ele sabia que o cantor fazia propaganda para bets, mas não tinha conhecimento da investigação e da suposta participação dele em jogos de azar, conforme afirma a Polícia Civil de Pernambuco. “Cobrar que cada um de nós saiba quem estará num aniversário ou qual dos convidados está sob investigação, é surreal. Na maioria das vezes nem o investigado sabe. Quase na totalidade das vezes as investigações são sigilosas. O investigado não sabe que está sendo investigado. Não tem como saber”, acrescentou.

Marques lembrou que a decretação de prisão de um dos convidados só ocorreu na manhã do dia seguinte ao aniversário do cantor, quando ele não estava mais lá, pois fez apenas um bate-volta de Roma a Mykonos. O ministro estava na Itália para um programa acadêmico.

A festa na Grécia ocorreu no dia 3 de setembro e a operação policial foi deflagrada no dia 4, resultando na prisão de Deolane Bezerra e de outros investigados. Na mesma data, entre as diligências da operação, foi apreendido, pela Polícia Civil de São Paulo, um avião que pertencia a uma empresa de Gusttavo Lima, a Balada Eventos e Produções.

O cantor Gusttavo Lima teve a prisão decretada pela Justiça de Pernambuco. A decisão foi tomada em meio às investigações da Operação Integration, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado a jogos de azar.

O desembargador disse que, ao analisar o relatório policial, constatou que o embarque ocorreu em 1º de setembro, enquanto as prisões preventivas de Rocha Neto e Aislla Rocha foram decretadas em 3 de setembro. “Logo, resta evidente que esses não se encontravam na condição de foragidos no momento do retromencionado embarque, tampouco há que se falar em fuga ou favorecimento a fuga.” O desembargador afirmou que a justificativa de prisão preventiva foi fundada em “ilações impróprias” e “genéricas”. “Desconstituída, assim, de qualquer evidência material a justificar, nesse momento, a segregação cautelar”, escreveu.

“Lastro plausível”

Maranhão também justificou a revogação da prisão por entender que não há “lastro plausível” entre o fato de o artista ter adquirido uma participação de 25% na empresa Vai de Bet com as transações financeiras investigadas.

Também presente na confraternização, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), disse em nota acreditar “que ele [Gusttavo Lima] vai provar sua inocência”. Caiado é amigo do cantor e viajou a convite dele para a Grécia. A nota ressalta que o governador não conhecia os investigados e que não cabe a ele fazer “levantamento da vida pregressa de pessoas que vão aos mesmos eventos que ele”. Segundo ele, o casal não estava no voo que trouxe o grupo de volta ao Brasil e que parou nas Ilhas Canárias para reabastecimento.

Na segunda-feira (23), o Tribunal de Justiça de Pernambuco determinou a revogação da prisão preventiva de 18 suspeitos envolvidos na Operação Integration. Entre eles Deolane Bezerra e o casal Rocha Neto e Aislla Rocha. Por nota, a defesa do cantor diz que a inocência do artista será devidamente demonstrada. As informações são do jornal Valor Econômico.

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