Sexta-feira, 17 de abril de 2026

Moradia no Brasil: Imóveis quitados cedem e aluguel avança 5,4% em 10 anos

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, nesta sexta-feira (17), sua pesquisa Pnad Contínua sobre características gerais dos domicílios e dos moradores em 2025.

O levantamento, que considerou a série de 2016 a 2025, identificou uma queda na quantidade de domicílios próprios no período.

Proporcionalmente, houve um aumento na quantidade de moradias alugadas, na esteira do avanço de quase 13 milhões de domicílios ao longo da década.

Em 2016, foram identificados 66,6 milhões domicílios, sendo 66,8% deles próprios e pagos por algum morador.

Dessa quantidade, 6,2% ainda pagavam o imóvel, enquanto 18,4% moravam de aluguel e 8,5% tinham a moradia cedida por alguém.

Dez anos depois, a quantidade de domicílios subiu para 79,3 milhões, com 60,2% dos imóveis já pagos por algum morador (queda de 6,6%) e 6,8% ainda pagando.

Cerca de 24% moravam de aluguel até o ano passado (aumento de 5,4%), enquanto 8,9% das moradias eram cedidas.

Outro dado relevante é a distribuição por tipo de domicílio. De 2016 a 2025, observa-se um salto na quantidade de apartamentos de 13,7% para 17,1%.

O inverso também vale para as casas. Se representavam 86,1% da distribuição em 2016, hoje elas são 82,5% do total analisado pelo IBGE.

A quantidade de domicílios por região não sofreu grandes alterações ao longo dos últimos dez anos.

O Sudeste continua liderando a distribuição com 42,9% ante 43,9% em 2016. O Norte, por sua vez, segue como a região com menor quantidades de moradias, representando 7,5% da distribuição em 2025 – 0,3% a mais do que 2016.

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