Quarta-feira, 22 de maio de 2024

Morte de atleta da base do São José: acusados vão a júri popular em Porto Alegre

Será realizado nesta quarta-feira (20) no Fórum Central de Porto Alegre o júri popular de três acusados por um duplo homicídio e três tentativas, cometidos em um trecho da avenida Carlos Barbosa (bairro Medianeira) ao fim da madrugada de 21 de julho de 2009. Um dos mortos foi Wesley Sampaio Soares, 19 anos, jogador de futebol das categorias de base do Esporte Clube São José. Sua namorada também foi atingida e não resistiu.

De acordo com o processo, tratou-se de um atentado relacionado ao tráfico de drogas. Ao menos três homens a bordo de um carro roubado efetuaram vários tiros contra um desafeto que conduzia o seu carro com quatro amigos, rumo ao bairro Restinga (Zona Sul), após uma festa na Cidade Baixa.

O atleta e a garota (a adolescente Sara Moreira de Oliveira, 16 anos) não tinham envolvimento com atividades criminosas, mas ao pegarem carona para casa acabaram “no lugar e hora errados”, como diz o jargão. As outras três pessoas sobreviveram. Já os autores do ataque acabaram identificados e presos pela Polícia Civil.

Conhecido como “Sampaio” no clube, Wesley era lateral-direito e atuava no clube desde a categoria Sub-12. Ele morava com dois irmãos mais novos e o dinheiro que recebia como jogador de base ajudava a cobrir despesas também da mãe e dos avós maternos.

“Ele se dividiu durante boa parte de sua vida entre a Restinga, onde morava, e o bairro Passo d’Areia, onde treinava”, detalha o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS). “No dia do sepultamento, vários pessoas foram ao cemitério vestindo a camisa do São José.”

Acusação

Os três réus respondem por duplo homicídio e três tentativas mediante qualificadoras (agravantes): uso de meio que dificultou a defesa das vítimas – com disparos efetuados pelas costas – e que resultou em perigo comum, ao ter como cenário uma via com circulação de pessoas, mesmo às 6h (horário aproximado do incidente). Também há crimes conexos, como porte ilegal de armas-de-fogo, roubo e receptação de veículo roubado.

Representando o MP-RS, a promotora Lúcia Helena Callegari atuará em plenário. Segundo ela, “dois jovens inocentes e com vidas estruturadas foram assassinados simplesmente porque estavam dentro de um carro, de carona. O crime deixou não teve só essas vítimas, pois deixou muitas pessoas com uma dor enorme. E o Ministério Público está preparado para a condenação dos assassinos nesta quarta-feira”.

(Marcello Campos)

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