Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Mpox: secretaria da Saúde reforça importância da prevenção após primeiro caso confirmado no Rio Grande do Sul

A Secretaria da Saúde (SES) do Rio Grande do Sul confirmou nesta semana o primeiro caso da doença viral mpox no Estado em 2026. O paciente é residente de Porto Alegre. Em 2024, o RS contabilizou 21 casos confirmados e, em 2025, outros 22 foram registrados. Em 2026, além do caso confirmado, nove casos suspeitos foram descartados e dois prosseguem sob investigação.

A mpox é uma infecção viral causada pelo vírus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo responsável pela varíola. Entre os principais sintomas estão lesões na pele que podem evoluir para bolhas e crostas, aumento de linfonodos, febre, dores de cabeça e no corpo. A transmissão ocorre principalmente por contato direto e próximo com pessoas infectadas. Também pode acontecer de forma indireta, por meio do contato com objetos contaminados.

A SES reforça a importância da adoção de medidas simples e eficazes para reduzir o risco de transmissão:

* Higienizar as mãos com frequência
* Não compartilhar objetos de uso pessoal
* Evitar contato com pessoas que apresentem lesões suspeitas ou diagnóstico confirmado
* Procurar atendimento de saúde ao notar sintomas compatíveis com a doença
* Os serviços municipais de saúde são orientados a notificar imediatamente casos suspeitos, realizar a coleta de amostras e enviá‑las ao Laboratório Central do Estado (Lacen) para exame.

Vacinação

A estratégia de vacinação contra mpox segue as recomendações nacionais e prioriza pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença. A definição dos grupos ocorre com base em avaliação técnica e científica e conta com a participação dos conselhos estaduais e municipais de Saúde. Desde o início da estratégia de vacinação, já foram aplicadas 865 doses da vacina no Estado.

Vacinação pré‑exposição

* Pessoas vivendo com HIV/aids: homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais; com idade igual ou superior a 18 anos; e com status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses.
* Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em ambientes de nível de biossegurança 2 (NB‑2), com idades entre 18 e 49 anos.

Vacinação pós‑exposição

* Pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para mpox, cuja exposição seja classificada como de médio ou alto risco, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde, mediante avaliação da vigilância local.

Em Porto Alegre, contactantes do caso confirmado receberam a vacina como medida de bloqueio logo após a confirmação.

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