Segunda-feira, 16 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 16 de março de 2026
Estamos no mês de março, um mês dedicado às mulheres, e é por esse motivo que resolvi escrever esta crônica em homenagem a esse ser tão enigmático e complexo.
A mulher é realmente um ser fascinante, tanto que alguns homens desejam profundamente se tornar uma delas. Apesar de serem feitas de carne e osso, assim como nós homens, a mulher mais parece uma espécie de super-heroína com poderes especiais.
Ela seduz mais e melhor do que nós. Aliás, que me perdoem os outros homens, mas, sinceramente, eu não acredito nesse tal “poder de sedução masculino”. Isso é balela.
A mulher é tão inteligente nesse campo quanto sedutora. Acredito que, para que nós homens não nos sintamos tão inferiorizados, elas inventaram essa história de que também podem ser seduzidas.
No meu entendimento – sem, é lógico, ter a pretensão de decifrar o universo feminino –, é apenas um palpite: elas escolhem o parceiro, dão uma pequena corda para que ele mesmo se enforque, e depois é só deixar o jogo correr.
O sujeito fica lá, de blá-blá-blá, enquanto as mulheres se fazem de interessadas. Mas, no fundo, talvez estejam pensando: “Por que esse cara não cala a boca e me beija logo?”
Mas, como eu disse anteriormente, é só um palpite. Os superpoderes das mulheres vão muito além da simples capacidade de seduzir.
Sua resistência física é algo inacreditável. Nós, homens, com todos os nossos músculos e força, caímos de joelhos diante de um ser capaz de suportar dores quase insuportáveis em seu esforço para gerar outra vida.
Para aqueles que, nessa hora, lembraram-se da cirurgia cesariana e da anestesia, saibam que isso não as desmerece em absolutamente nada. Ter a capacidade de suportar tanta dor – e ter feito isso durante séculos – já é mais do que suficiente.
Não é preciso que elas provem seu valor o tempo todo sofrendo, pois isso já foi demonstrado há muito tempo.
Os homens mais fortes, quando adoecem, tornam-se frágeis, mimados e sucumbem diante de uma mulher, pois buscamos em seu seio conforto, amor e refúgio.
Durante séculos, a mulher foi considerada um ser inferior. Mas, aos poucos, foi conquistando seu lugar – e estou certo de que ainda está longe de alcançar seu apogeu.
Devemos amar, honrar e respeitar as mulheres que caminham ao nosso lado. A mulher que se une a um homem torna-se parte de sua própria vida, companheira da mesma jornada, alguém que compartilha o peso e a beleza da existência. Não é alguém a ser dominado, mas alguém a ser protegido, valorizado e tratado com dignidade.
Quando um homem compreende isso, entende que a mulher não é apenas companhia: ela é parte da própria história que ele constrói. As mulheres de hoje conquistaram posição e reconhecimento no cenário político, profissional, cultural e social. Mas ainda há muito a ser feito.
Quando comecei a escrever, pensei em citar nomes que se destacaram no cenário nacional e internacional, falar de grandes mulheres que abriram caminho para outras.
Mas foi aí que percebi algo importante: a verdadeira grande mulher não é famosa, não é rica e muitas vezes não é sequer reconhecida profissionalmente. A grande mulher é aquela desconhecida que luta dia após dia para conquistar seu próprio caminho – seja na família, seja no mercado de trabalho.
É aquela que alimenta e cuida de seus filhos, que ama, chora e sangra, e é esta mulher que eu quero homenagear neste texto, a mulher que sustenta o mundo nas costas, sem sair em manchete de jornal.
Esse ser fantástico, que tem uma capacidade quase inesgotável de amar, proteger e cuidar dos seus como uma verdadeira leoa.
Toda mulher merece ser amada e valorizada. Quanto a mim, só me resta dizer obrigado a todas as mulheres do mundo por serem nossas mães, irmãs, amigas e esposas.
* Fabio L. Borges, jornalista, cronista e poeta gaúcho