Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Murilo Benício surge quase irreconhecível após ficar careca e usar prótese para a série “Justiça 2”

Murilo Benício passou por um processo de caracterização que o deixou quase irreconhecível para seu personagem em “Justiça 2”, série que estreia no dia 11 de abril no Globoplay. Para dar vida a Jayme, ele vai aparecer de cabelos raspados e prótese no nariz. “Eu tive uma certa dificuldade em encontrar o sentimento do Jayme. Quando faço vilões, tento encontrar alguma motivação, para entender por que o personagem age de determinada forma. Mas eu não tinha muita referência sobre o Jayme, então resolvi fazê-lo desprovido de qualquer sentimento, fui para o lado da frieza. E foi a primeira vez que eu coloquei uma prótese no rosto”, adianta Murilo.

Responsável pelo trabalho de caracterização de “Justiça 2″, Marina Beltrão queria que ele aparecesse diferente de como as pessoas costumam vê-lo. “O Murilo é um ator muito solicitado, com muitos personagens na memória do público. Eu queria tirar aquela cara de Murilo Benício dele (risos). Então, chegamos à conclusão de que, se ele aparecesse careca, já que o cabelo é uma marca registrada, seria interessante. E, também, usamos uma prótese no nariz, para deixá-lo ainda mais diferente”, conta a caracterizadora.

A série se passa em dois momentos: em 2016, antes das prisões, e em 2023, quando os protagonistas saem da cadeia. No entanto, as duas fases foram gravadas simultaneamente, muitas vezes, com cenas de ambos os momentos rodadas no mesmo dia. Isso exigiu uma dinâmica peculiar da produção. Foi preciso desenvolver, pelo menos, duas caracterizações diferentes para cada personagem, apostando em caracterizações criativas e ágeis. “Passamos por um processo intenso de pesquisa, que durou semanas, até chegarmos nas soluções. Como não podíamos fazer nenhuma mudança definitiva de visual, acabamos recorrendo muito a laces e apliques”, explica Marina.

A personagem Milena, vivida por Nanda Costa, vai aparecer com três visuais diferentes: um cabelo curto antes de ser presa, uma lace longa e escura para quando sai da cadeia, e outra longa e loira. “Também usamos aplique para o Balthazar (Juan Paiva), para que aparecesse diferente em cada uma das fases. Além disso, estamos falando de uma série com personagens femininas muito sofridas, com histórias de vida difíceis, como as de Geíza (Belize Pombal), Sandra (Gi Fernandes), Silvana (Maria Padilha) e Carolina (Alice Wegmann). Para elas, a gente teve que usar maquiagens sutis e que ressaltassem essa tristeza que elas trazem”, pontua.

O diretor artístico Gustavo Fernández também compartilha como foi esse processo: “Foi bem trabalhoso. A gente sabia que não ia conseguir filmar tudo de uma fase para depois filmar a outra. E que várias vezes precisaríamos gravar cenas das duas fases no mesmo dia. No máximo de personagens que a gente conseguiu, existe uma diferença de caracterização para marcar a passagem do tempo. Então no planejamento e na conceituação dessas caracterizações a gente precisou pensar em formas de ter mudanças que fossem visualmente significativas, mas não tão difíceis e demoradas de executar. E acho que fomos felizes nisso também.”

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