Quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 22 de janeiro de 2026

Atividades incluem poesia, audiovisual, discotecagem, customização de roupas e técnicas de dança
O Museu da Cultura Hip Hop RS, em parceria com o Sesc, promove um verão marcado pela diversidade cultural. Entre os dias 3 e 13 de fevereiro uma série de oficinas gratuitas voltadas para jovens interessados em vivências práticas ligadas ao movimento. O espaço, inaugurado em 2023 e reconhecido como o primeiro museu de hip hop da América Latina, abre suas portas para atividades que unem arte, educação e cidadania.
As oficinas abrangem diferentes áreas: poesia e slam, introdução ao audiovisual, discotecagem, bastidores da rotina de DJs, customização de roupas com técnicas de graffiti e improviso nas danças urbanas. Cada curso terá dois encontros, somando seis horas de aula, com turmas de até 15 participantes. As inscrições seguem abertas até 23 de janeiro, pelo perfil oficial @museuhiphoprs.
Formação e identidade
Voltadas principalmente para pessoas entre 10 e 24 anos, as oficinas buscam democratizar o acesso a linguagens artísticas que nasceram nas periferias e hoje se consolidam como expressões globais de identidade e resistência. Caso sobrem vagas, adultos também poderão ser chamados.
A programação reúne nomes reconhecidos da cena cultural gaúcha. Paulina Rosa conduz a oficina Poesia na Bolsa, enquanto Tia Crazy lidera o grupo de slam. No campo da música, Laiz Regina ministra tanto o workshop de DJs quanto a oficina Por Trás dos Decks, que aborda produção, marketing e criação de presskit. Já Gabriel Job e Felipe Germano apresentam técnicas de audiovisual, e Sabrina Brum ensina customização de roupas com graffiti. A dança fica por conta de Pedrinho Festa, com foco em improviso nas danças urbanas.
Um espaço de referência
O Museu da Cultura Hip Hop RS nasceu da mobilização da Associação da Cultura Hip Hop de Esteio e foi inaugurado no ano em que o movimento completou 50 anos no mundo. Com 4 mil metros quadrados e cerca de 6 mil itens de acervo físico e digital, o espaço reúne salas expositivas, biblioteca, estúdio musical, multipalco, café, loja e até uma estufa agroecológica. Inspirado no Universal Hip Hop Museum, de Nova York, o projeto busca consolidar uma rede nacional que culmine na criação do Museu Brasileiro da Cultura Hip Hop nos próximos anos.
O financiamento é garantido pela Lei Rouanet, com patrocínio master da Petrobras e apoio da Caixa Econômica Federal, além da realização do Ministério da Cultura. A proposta é que o museu funcione como polo de memória e difusão, mas também como espaço vivo de experimentação artística.
Visitação e integração
O museu recebe visitantes de terça a sábado, das 9h às 12h e das 14h às 17h, com possibilidade de visitas livres ou agendadas. Grupos de até 50 pessoas podem marcar horários específicos, acompanhados por mediadores que apresentam as mostras e contextualizam a história do hip hop gaúcho.
Durante o período das oficinas, o espaço estará fechado para visitação regular, reabrindo em 3 de fevereiro. A expectativa é que a programação fortaleça o vínculo entre o museu e a comunidade, consolidando-o como referência cultural no Estado.
Cultura em movimento
As Oficinas de Verão reforçam o papel do Museu da Cultura Hip Hop RS como espaço de integração e pertencimento. Ao oferecer atividades gratuitas e acessíveis, o projeto amplia horizontes para jovens que buscam expressão artística e identidade cultural.
Em um momento em que o hip hop celebra cinco décadas de existência, iniciativas como essa mostram que o movimento segue vivo, reinventando-se e dialogando com novas gerações. O museu, ao abrir suas portas para oficinas de poesia, música, dança e artes visuais, reafirma que a cultura hip hop é, acima de tudo, uma forma de construir comunidade e projetar o futuro da arte urbana no Brasil. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)