Domingo, 11 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 10 de janeiro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não vê necessidade de ordenar uma operação para capturar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao comentar o andamento da guerra na Ucrânia.
A declaração foi feita em resposta a uma pergunta de um repórter durante uma reunião com executivos do setor petrolífero, em Washington. “Não acho que será necessário”, disse o presidente, ao ser questionado sobre a possibilidade de autorizar uma missão desse tipo.
Trump afirmou ainda que, ao longo dos anos, manteve um bom relacionamento com o líder russo e declarou frustração com a dificuldade de encerrar o conflito. Segundo ele, a guerra na Ucrânia parecia, inicialmente, uma das mais fáceis de resolver.
O presidente citou números recentes de baixas e a situação econômica da Rússia para sustentar sua avaliação de que o conflito tende a ser solucionado. De acordo com Trump, apenas no último mês, cerca de 31 mil pessoas teriam morrido, muitas delas soldados russos.
“A economia russa está em má situação. Acho que vamos acabar resolvendo isso. Gostaria que tivéssemos conseguido mais rápido”, afirmou.
Em outro momento da conversa com jornalistas, Trump disse que o presidente russo não se sente intimidado pela liderança europeia, mas teme o poder dos Estados Unidos sob seu comando. Para ele, o peso militar e político de Washington seria o principal fator de pressão sobre Moscou.
“Eu diria que o presidente Putin não tem medo da Europa. Ele tem medo dos Estados Unidos da América, liderados por mim”, declarou.
As declarações ocorrem enquanto representantes da Ucrânia e dos Estados Unidos participam, ao lado de uma coalizão de países aliados de Kiev, de negociações em Paris. As conversas buscam superar divergências remanescentes em um acordo de paz que Washington pretende concluir com o governo ucraniano antes de submetê-lo à Rússia.
Desde o início do atual mandato de Trump, os Estados Unidos passaram a adotar um papel de mediação no conflito, deixando de atuar exclusivamente como apoiadores do governo ucraniano. A estratégia da Casa Branca tem sido articular um acordo entre Kiev e Moscou e tentar convencer o Kremlin a aderir aos termos negociados.