Terça-feira, 18 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 17 de agosto de 2026
A OAB Nacional manterá uma postura de independência em relação às disputas político-partidárias nas eleições que se aproximam. Ao abrir a reunião do Conselho Pleno nessa segunda-feira (17), no mês em que se celebra a Advocacia, o presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, afirmou que a Ordem não estará alinhada nem à direita nem à esquerda, mas à Constituição e aos interesses da sociedade brasileira.
“A Ordem apoiará a Justiça Eleitoral e contribuirá para a normalidade e a serenidade do processo democrático”, afirmou Simonetti. Segundo o presidente, a atuação institucional da OAB será pautada pela equidistância em relação às forças políticas que disputarão a preferência dos eleitores. “Permaneceremos absolutamente equidistantes de disputas político-partidárias submetidas à escolha da sociedade. Não estaremos com a direita nem com a esquerda. Estaremos com a Constituição e com o povo brasileiro”, declarou aos conselheiros federais.
Simonetti ressaltou que a independência da Ordem não significa afastamento do processo eleitoral. Ao contrário, a OAB seguirá vigilante para que a disputa ocorra dentro dos parâmetros constitucionais e democráticos, com respeito às garantias fundamentais e às regras estabelecidas para o pleito. “Seguiremos vigilantes para que o processo eleitoral transcorra com equilíbrio, respeito ao devido processo legal, igualdade de oportunidades e plena observância das garantias constitucionais”, disse.
De acordo com o presidente, a atuação da entidade deve permanecer concentrada na defesa das instituições, da democracia e dos princípios previstos na Constituição, sem vinculação a projetos ou grupos políticos específicos. Nesse sentido, a OAB pretende acompanhar o processo eleitoral de forma independente, respeitando a escolha dos eleitores e a legitimidade das urnas.
Para Simonetti, cabe à OAB defender as instituições e as regras do jogo democrático, independentemente de quem esteja no poder ou de qual força política prevaleça nas urnas. “O povo escolhe, e a OAB respeita e acolhe”, afirmou Simonetti, reforçando que a legitimidade do processo eleitoral está na manifestação soberana da população.
A defesa dessa posição, acrescentou, está ligada à própria natureza institucional da Ordem. Para o presidente, a diversidade existente entre os integrantes da entidade não impede a atuação conjunta quando estão em discussão princípios considerados fundamentais para a advocacia e para o funcionamento das instituições democráticas. “Somos diferentes em nossas ideias, em nossas origens e em nossas experiências, mas nos tornamos um só corpo quando estão em jogo a Constituição, as prerrogativas profissionais e a defesa do Estado Democrático de Direito”, afirmou.
A manifestação ocorreu durante a reunião do Conselho Pleno, em um período em que a entidade também celebra o mês da Advocacia. Ao reafirmar a posição institucional, Simonetti destacou a intenção de preservar a autonomia da OAB diante das diferentes correntes políticas que participarão da disputa eleitoral. A entidade, segundo a declaração, deverá manter sua atuação voltada à defesa das normas constitucionais, das garantias democráticas e dos interesses da sociedade, sem assumir alinhamento com candidatos ou partidos. (Com informações do portal da OAB)