Quinta-feira, 02 de abril de 2026

“Não vamos tirar ninguém na marra”, diz o futuro ministro da Defesa sobre pessoas acampadas em frente a quartel do Exército em Brasília

Os manifestantes acampados em frente ao Quartel General do Exército em Brasília (DF) lá permanecerão na posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, se assim o desejarem. “Não vamos tirar ninguém na marra”, disse o futuro ministro da Defesa.

Para José Múcio, o desmonte do atentado na região do aeroporto de Brasília é uma demonstração de que a polícia está atuante. O futuro ministro afirmou desconhecer o general com quem um dos planejadores do atentado, o empresário paraense George Washington, disse ter conversado em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal.

Múcio confirmou a informação de que o general Julio Cesar Arruda assumirá o comando do Exército no dia 30 em substituição ao atual comandante, Paulo Sérgio Nogueira. Não o fará, no entanto, por nomeação do atual presidente Jair Bolsonaro. Assumirá como interino até a posse de Lula como novo comandante em chefe das Forças Armadas.

O segundo na hierarquia é o chefe do Estado-Maior do Exército, general Valério Stumpf Trindade, mas Arruda estaria respaldado a assumir pelo critério de antiguidade. “Foi um entendimento entre eles e é benéfico”, disse Múcio.

Também será antecipada a posse, até a esta quinta-feira (29), do almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, no lugar do atual comandante Almir Garnier Santos. Apenas o tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno assumirá a Aeronáutica no dia 2, no lugar do atual comandante Carlos Baptista Junior.

Segundo Múcio, as datas foram definidas em função das agendas pessoais. O futuro ministro viu com naturalidade a ida do atual ministro da Justiça, Anderson Torres, para a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. A inação de Torres diante da escalada de violência de manifestantes bolsonaristas com a proximidade da posse de Lula é vista com reservas na transição.

O Centro de Comunicação Social do Exército informou que mantém interlocução permanente com os órgãos de segurança do DF. O atual secretário, Júlio Danilo Souza Ferreira, já disse que trabalha para desmobilizar o acampamento antes da posse. O mesmo desejo já foi manifestado por Flávio Dino, futuro ministro da Justiça de Lula.

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