Segunda-feira, 02 de março de 2026

Nesta segunda, faz exatamente 30 anos da tragédia que interrompeu, no auge do sucesso, a trajetória dos Mamonas Assassinas

Nesta segunda-feira (2) faz exatamente 30 anos da tragédia que interrompeu, no auge do sucesso, a trajetória dos Mamonas Assassinas, mortos na queda de um avião que provocou comoção nacional e marcou uma geração.

Três décadas depois, novas emoções vieram à tona: durante a exumação dos restos mortais dos integrantes, na última segunda (23), uma jaqueta colocada no túmulo do vocalista Dinho foi encontrada praticamente intacta, surpreendendo a todos. Segundo Jorge Santana, primo de Dinho e CEO da marca Mamonas, a peça estava dentro da gaveta desde o enterro.

A exumação foi feita para os restos mortais serem cremados e as cinzas jogadas em memorial que será criado em homenagem à banda num parque.

Para marcar a semana de homenagens e memórias, a TV Globo estreia nesta segunda o documentário “Mamonas, eu te ai love iú”, que reconstitui a trajetória dos cinco garotos de Guarulhos, em São Paulo. Veja como estão hoje os familiares e as pessoas que tiveram suas vidas diretamente impactadas pela tragédia.

Famílias

Atualmente com 78 anos, Hildebrando Alves, pai de Dinho, vive com a mulher, Célia Alves, em Guarulhos. Aposentado, é pai de outros dois filhos e avô de dois netos. Durante anos, a família manteve, em Itaquaquecetuba, também em São Paulo, o acervo dos Mamonas Assassinas no sítio batizado de “Chácara dos Mamonas”.

Comprado em 1995 por Dinho, que morreu três dias antes de fazer 25 anos, o local foi palco de festas durante os sete meses de explosão nacional do grupo. Em 2019, Hildebrando anunciou a venda do espaço. “Não é por dinheiro. Não temos tempo para cuidar. Além disso, o local deixou de ser uma área de sítios e chácaras, e muitos prédios foram construídos ao redor”, afirmou, explicando que levaria os objetos da banda para sua casa.

A irmã do vocalista, Grace Kellen, tinha 16 anos e estava grávida quando ocorreu a tragédia. Ela se casou com o namorado da época e teve dois filhos. A primogênita, Alecssandra, completará 30 anos em maio e recebeu o nome em homenagem ao tio Dinho, cujo nome de batismo era Alecsander Alves. Grace também é mãe de Benício, de 10 anos, e atua na preservação da memória do grupo.

Amores

Noiva de Dinho na época, Valeria Zoppello seguiu outros caminhos. Após trabalhar como atriz e piloto de automobilismo, optou por uma vida discreta. Hoje, aos 51 anos, vive na região da Serra da Cantareira, é fotógrafa e proprietária de um orquidário. Não se casou nem teve filhos.

Antes dela, Dinho namorou Mirella Zacanini por pouco mais de três anos. Meses após a morte da banda, ela lançou o livro “Pichulinha”, referência ao apelido citado na música “Pelados em Santos”. Evangélica, gravou um disco gospel em 2017 e, em 2023, lançou a série infantil “Escolinha de Jesus”, que ela produz e na qual também atua.

Novo artista

Na família do guitarrista Bento Hinoto, uma nova perda: a mãe dele, Dona Toshiko, completou 100 anos em abril do ano passado e morreu dois meses depois, em junho. O pai, Shizuo, já havia morrido quando o filho alcançou o sucesso.

Mas há outro artista na família. Beto Hinoto, sobrinho de Bento, nasceu dois anos após a tragédia e integrou, em 2023, uma nova formação dos Mamonas Assassinas. Ele também interpretou o tio no filme lançado naquele ano. Filho de Maurício Hinoto (irmão de Bento e produtor da banda no início da trajetória), o jovem de 28 anos segue em turnê pelo país celebrando o repertório do grupo.

Homenagens

Este mês marca dois anos da morte de Dona Nena, mãe de Sérgio (baterista) e Samuel (baixista). Seu Ito, pai dos músicos, continua à frente das homenagens e da preservação do legado dos filhos.

Em 2023, ele acompanhou as gravações do filme sobre a banda, em São Paulo, e tem participado de tributos à banda que marcam os 30 anos da morte. Em 2024, apareceu em reportagem tocando violão e cantando “Minha camisa vermelha”, versão de “Pelados em Santos” cantada pela torcida do Internacional, time do qual é torcedor.

Amizade

Na família do tecladista Júlio Rasec, Paula Rasec é uma das principais responsáveis por manter viva a história da banda. Ativa nas redes sociais, ela costuma prestar homenagens ao irmão e compartilhar lembranças do grupo.

Paula também mantém até hoje amizade com Grace Kellen, irmã de Dinho, reforçando os laços entre as famílias mesmo 30 anos depois da tragédia. (Com informações do portal Extra)

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