Sábado, 03 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 2 de janeiro de 2026
Localizado em Imbé (Litoral Norte gaúcho), o Museu de Ciências Naturais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Mucin/UFRGS) reabriu nessa sexta-feira (2) as suas portas ao público. A instituição – referência em educação ambiental e divulgação científica – havia permanecido fechada durante um mês, para manutenção técnica e montagem de uma nova exposição temporária.
O Mucin integra o Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar) e, desde a sua inauguração (em 1983), atua em pautas relacionadas a questões como biodiversidade e a conservação dos ecossistemas, principalmente costeiros e marinhos, consolidando-se como elo entre a produção acadêmica da UFRGS e a comunidade.
De acordo com a coordenação do museu, o espaço reflete uma busca constante por renovação de acervo e linguagem para atrair novos públicos e manter o estímulo à reflexão sobre o papel do ser humano como parte integrante da natureza.
Exposição
De terça a sexta-feira (8h30min-11h30min e 14h-17h), além de sábado (14h30min-17h30min), os visitantes podem conferir uma mostra, de longa duração, que contextualiza a biodiversidade do Litoral Norte e as relações entre os seres que ali interagem. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). Têm direito à gratuidade idosos, crianças de até 6 anos e pessoas com deficiência. Endereço: Avenida Tramandaí nº 976.
O destaque da temporada é o Refúgio de Vida Silvestre Ilha dos Lobos, localizada em Torres (também no Litoral Norte) e que explora a importância estratégica dessa unidade de conservação como área vital de descanso, alimentação e reprodução para diversas espécies.
Com 143 hectares, trata-se da menor unidade federal de conservação no País – a Ilha não comporta vegetação, pois é totalmente formada de rochas, sendo a única reserva natural brasileira com presença regular de leões-marinhos e lobos-marinhos.
Em outubro, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) regulamentou a visitação ao refúgio para atividades de ecoturismo e educação ambiental. O acesso é gratuito, mas exige agendamento prévio pelo site oficial do ICMBio.
O processo inclui o preenchimento de dados pessoais e a assinatura de um Termo de Reconhecimento de Riscos. Após ter o termo preenchido, a reserva é confirmada. Essa medida visa garantir a segurança dos participantes e o monitoramento das atividades pela equipe técnica da unidade. É possível acessar o guia do visitante da Ilha dos Lobos e o sistema de agendamento por meio do site icmbio.gov.br.
(Marcello Campos)