Sexta-feira, 03 de abril de 2026

Novo ministro da Agricultura promete rigor técnico e visão estratégica para o setor

André de Paula, assumiu nesta semana o cargo de ministro da Agricultura, em cerimônia na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília. Ele substitui Carlos Fávaro, que retomou o mandato no Senado, e saiu do posto para cumprir o prazo que lhe permite concorrer nas próximas eleições.

André de Paula elogiou o desempenho do antecessor e afirmou que dará continuidade às ações para a conclusão do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Tenho a exata dimensão dessa função e do quão estratégica é para esse país”, afirmou em discurso na cerimônia de transmissão de cargo. “Estou reafirmando os compromissos que o ministro Carlos Fávaro assumiu. São compromissos que não têm CPF. Eles têm CNPJ. São do Ministério da Agricultura e do presidente Lula”, acrescentou.

Ele disse que atuará com visão estratégica para garantir previsibilidade para o setor e convidou lideranças setoriais para parcerias de trabalho. André de Paula disse que o convite de Lula para assumir a Agricultura, há cerca de um mês, representa o maior desafio da sua vida pública de mais de 40 anos. “É o passo mais largo da minha trajetória profissional e pessoal.”

No discurso, destacou a importância de políticas como o Plano Safra, o Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e o seguro rural.

André de Paula defendeu ainda que a Embrapa precisa ser “ainda mais fortalecida”, assim como a defesa agropecuária. E indicou necessidade de o setor seguir atento às transformações tecnológicas.

O ministro ressaltou a importância do agronegócio para a economia brasileira e a pluralidade do setor.

“É um setor essencial para a segurança alimentar, a geração de renda e o desenvolvimento sustentável do país”, disse. “Atuaremos com rigor técnico e visão estratégica para qualidade, segurança e sustentabilidade. O espírito de diálogo vai conduzir minha atuação em plena sintonia com as diretrizes do governo Lula. O Brasil que produz com responsabilidade cresce com justiça”, acrescentou.

Secretários

O novo ministro da Agricultura confirmou que o secretário-executivo da Pasta será Cléber Soares. Ele substituirá Irajá Lacerda, que deixa o posto para cumprir o prazo de desincompatibilização e poder concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados por Mato Grosso nas eleições de outubro.

Cléber Soares é servidor de carreira da Embrapa e ocupava o cargo de secretário-executivo adjunto até então. Está no Ministério da Agricultura desde a gestão passada, quando atuou na então Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Inovação.

Já o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, deverá continuar no cargo. Até então havia a expectativa de que ele fosse sair para poder concorrer à Assembleia Legislativa de São Paulo. A Pasta é peça-chave na formulação e execução de iniciativas, como o Plano Safra e o seguro rural.

André de Paula disse que não vai “reinventar a roda” e que quer dar continuidade às ações da Pasta iniciadas pelo antecessor Carlos Fávaro. O ministro pretende manter a equipe de secretários e pode haver apenas mudanças pontuais, como a da Secretaria-Executiva.

Carlos Goulart continuará na Secretaria de Defesa Agropecuária e Luis Rua na Secretaria de Comércio e Relações Internacionais. Marcelo Fiadeiro segue como secretário de Desenvolvimento Rural.

Continuidade

Em nota, o Ministério da Agricultura afirmou que André de Paula assume “com a missão de dar continuidade aos trabalhos de fortalecimento do setor agropecuário brasileiro, ampliar a produção sustentável e contribuir para o desenvolvimento econômico do País”.

Natural de Recife (PE), André de Paula é bacharel em Direito e tem larga experiência na política e é elogiado pela capacidade de articulação e pela liderança institucional. Foi deputado federal por seis mandatos consecutivos (1999 a 2023), líder da minoria e do PSD na Câmara.

Durante sua despedida do Ministério da Pesca, disse que imaginava que poderia um dia se tornar ministro, mas não na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi opositor durante a trajetória política. Ele agradeceu a Lula e disse que o governo “tem alma” e que enxerga os “desapercebidos”.

Em 2023, André de Paula foi indicado pelo PSD para liderar a recriação do Ministério da Pesca. Antes, foi secretário de Produção Rural e Reforma Agrária de Pernambuco e secretário das Cidades no Estado. Também foi vereador em Recife entre 1989 e 1991 e deputado estadual em duas legislaturas, entre 1991 e 1999. (Com informações do Canal Rural)

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