Terça-feira, 05 de julho de 2022

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Novo partido União Brasil nasce gigante e rachado

Apesar do tamanho, e certamente em razão disso, o novo partido União Brasil, com sua bancada milionária de 82 deputados federais, já nasce dividido. O problema é que tanto no PSL quanto no DEM, há deputados que apoiam o presidente Jair Bolsonaro e até participam do seu governo. Caso, por exemplo, do gaúcho Onyx Lorenzoni, ministro coringa do atual governo, agora na pasta do Trabalho. Onyx é a melhor aposta da União Brasil para o governo do seu Estado na disputa pela vaga de senador.

Carta branca
O problema se repete em vários Estados: no RS, Onyx admite ficar no União Brasil, mas quer carta branca para apoiar Bolsonaro.

Partido dos contras
Como esta coluna revelou, a condição imposta por Luciano Bivar (dono do PSL) para a fusão ao DEM é o novo partido se opor a Bolsonaro.

Bolsonarista no RS
No caso de Onyx, além da liberação para apoiar Bolsonaro, ele também quer o comando da nova legenda no Rio Grande do Sul.

União de interesses
A fusão que resultou no União Brasil é só um “casamento de interesses”, de olho nos milhões dos fundos Partidário e Eleitoral. Crises serão rotina.

Nome para 3ª via é só Bolsonaro, avisa senador
As dificuldades de diálogo entre pré-candidatos da “terceira vida” para a disputa presidencial de 2022, são agravadas agora pelas exigências que cada um tem feito para apoiar qualquer outro nome. Em conversa com senadores, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), experiente articulador político e Líder do Governo no Congresso, não resistiu: “Cuidado com as exigências nesse perfil que estão buscando”, afirmou, em tom de ironia. “Para a terceira vida, só há um candidato: Jair Messias Bolsonaro”, disse.

Único a fazer frente
O otimismo de Eduardo Gomes tem a ver com a convicção, frequente na classe política, de que só Bolsonaro teria condições de derrotar Lula.

Uma via sem votos
Isso também parte do princípio de que nenhum dos pré-candidatos da 3ª via soma intenção de votos que o garanta no segundo turno da disputa.

Antecipando a briga
Essa condição leva os aliados de Bolsonaro a pregar apoio à sua reeleição ainda no 1º turno, antecipando o confronto direto como petista.

Mais um na lista
Com anúncio festivo programado para novembro, a candidatura do ex-ministro Sergio Moro presidente deve ser confirmada na próxima semana pela presidente nacional do Podemos, deputada Renata Abreu (SP).

Nova vítima
O chanceler Carlos França é a mais recente vítima de fake news da lacrolândia: inventaram que o colega francês teria se recusado a recebê-lo em Paris, onde o brasileiro esteve por 48 horas para cumprir agenda composta só de reuniões multilaterais na OCDE e no âmbito da OMC.

Brasil mandou bem
O Brasil designou comitiva “de alto nível”, de três ministros (Relações Exteriores, Casa Civil e Cidadania, para as reuniões da OCDE em Paris. Pegou bem e ouviu elogios. Só os EUA levaram comitiva tão relevante.

Vítima calejada
O presidente da Câmara, Arthur Lira, foi para a 7ª Cúpula de presidentes de parlamentos de países do G20, mas a notícia que prosperou foi a de que ele viajou com outros colegas para fazer turismo por conta do erário.

Nem adianta explicar
Paulo Guedes se ofereceu para ir à Câmara explicar sua offshore no exterior, mas a oposição emplacou sua “convocação” só para passar a impressão ou “narrativa” de que será obrigado a prestar esclarecimentos.

Chumbo trocado
O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que o governo “só é bom para quem tem milhões em paraíso fiscal”. Costa foi acusado de coisa pior, nos escândalos de corrupção quando foi ministro da Saúde de Lula.

Peso fora dos ombros
O ministro Fábio Faria (Comunicações) comemorou a queda no risco de racionamento de energia do país. Segundo ele, o risco “vai a praticamente zero” graças às ações e planejamento do governo federal.

Questão de tempo
Enquanto governadores e prefeitos de grandes capitais posam de gestor de pandemia, a maioria das cidades do país não registra mais mortes por covid. Mas os demais prefeitos se sentem reféns do noticiário nacional.

Pensando bem…
… as máscaras começam a cair pelo país, e não apenas literalmente.

PODER SEM PUDOR

O código de Nabuco
Feito embaixador em Bruxelas, nos anos 1960, o ex-deputado Cirilo Júnior achava que o esperavam apenas os prazeres da vida, mas logo percebeu que havia deveres, quase sempre chatíssimos. Um assistente contou que um antigo embaixador, Maurício Nabuco, batia três vezes sobre a perna quando queria encerrar uma audiência maçante. Ao receber diretores da Vasp, Cirilo imitou Nabuco, mas os interlocutores nem percebiam o “código”. Impaciente, ele foi aumentando a força das pancadas até que se viu esmurrando a própria perna e gritando “Nabuco! Nabuco!” Os visitantes foram embora, assustados, e o embaixador comemorou com o assistente: “Esse Nabuco é formidável!”

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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