Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 12 de janeiro de 2026
O cinema brasileiro tem mais um motivo para comemorar: nesse domingo (11), o longa “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, levou para casa a estatueta de melhor filme em língua não-inglesa, batendo pesos pesados como o aclamado “Foi Apenas Um Acidente”, do iraniano Jafar Panahi, que era tido como favorito ao prêmio.
Protagonizado por Wagner Moura, o filme é o terceiro longa nacional a levar o prêmio nesta categoria: o primeiro foi “Orfeu Negro”, dirigido pelo francês Marcel Camus, que conquistou a estatueta em 1960. Quase três décadas depois, em 1998, “Central do Brasil”, de Walter Salles, também foi aclamado na premiação.
Ambientado no final dos anos 1970, durante a ditadura militar brasileira, “O agente secreto” acompanha Marcelo (Wagner Moura), um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife em busca de paz, mas logo percebe que o clima não é dos melhores. O elenco do filme — laureado com o prêmio de melhor ator e melhor diretor na última edição do Festival de Cannes, na França — reúne nomes como Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Hermila Guedes, Thomás Aquino e Udo Kier, entre outros.
Com a conquista, que antecede o Oscar 2026, o filme brasileiro amplia a projeção na temporada de premiações do cinema internacional. No último domingo (4), O Agente Secreto venceu o prêmio de Melhor Filme Internacional no Critics Choice Awards. A produção integra a pré-lista do Oscar, cujos indicados oficiais serão anunciados em 22 de janeiro.