Sábado, 10 de janeiro de 2026

O governo acompanha com atenção a onda de notícias falsas contra o Banco Central

O governo federal acompanha com atenção a circulação de uma onda de notícias falsas relacionadas ao Banco Central (BC), especialmente aquelas que tratam do processo de liquidação envolvendo o Banco Master. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) orientou servidores a realizar o monitoramento sistemático de perfis e publicações nas redes sociais que vêm difundindo esse tipo de conteúdo.

Instituições financeiras e autoridades diretamente ligadas ao processo de liquidação do Banco Master passaram a ser alvo de ataques coordenados nas redes sociais ainda antes da virada do ano. Segundo relatos de pessoas próximas à Presidência da República, a principal preocupação da Secom é evitar que o tema ganhe contornos políticos e, de alguma forma, seja associado ao governo federal, ampliando desgastes ou alimentando narrativas negativas.

O monitoramento de redes sociais tornou-se uma prática recorrente da Secom desde que Sidônio Palmeira assumiu a chefia do órgão, no início de 2025. Além de promover uma reformulação do discurso oficial do governo federal no ambiente digital – com atenção especial às contas institucionais do “Gov.br” – a equipe também passou a intensificar o acompanhamento de temas sensíveis que possam impactar a percepção pública da gestão. O objetivo, segundo interlocutores, é identificar rapidamente conteúdos enganosos e avaliar estratégias de resposta.

Ainda nos primeiros meses da gestão de Sidônio Palmeira, a Secom enfrentou um episódio considerado desafiador envolvendo um ato da Receita Federal relacionado ao Pix. Na ocasião, a medida foi explorada pela oposição nas redes sociais como se representasse uma taxação do sistema de pagamentos criado pelo Banco Central. O tema ganhou grande repercussão negativa, e o governo acabou recuando. Diante da pressão, a portaria da Receita Federal foi revogada, episódio visto internamente como uma derrota na comunicação.

Na quinta-feira (8), o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o entendimento do governo é de que cabe ao Banco Central a competência para conduzir o processo de liquidação do Banco Master. Segundo ele, o governo respeita a atuação técnica do BC e de profissionais “que estudou e se dedica há anos” ao acompanhamento e à fiscalização do sistema financeiro nacional.

Ligação

No início da semana, logo após retornar do recesso de fim de ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou para o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho. De acordo com interlocutores do Palácio do Planalto, a conversa foi descrita como breve e protocolar, sem aprofundamento sobre temas específicos. Segundo essas fontes, a liquidação do Banco Master não teria sido tratada de forma detalhada durante a ligação. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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