Sábado, 07 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 6 de fevereiro de 2026
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o governo federal conduza de forma rigorosa e aprofundada as investigações relacionadas ao escândalo envolvendo o Banco Master. Segundo o ministro, a orientação do presidente é para que as apurações avancem “às últimas consequências”, sem qualquer tipo de interferência política ou institucional.
Haddad rechaçou de forma categórica a hipótese de que o governo federal possa estar envolvido em uma suposta “operação abafa” em articulação com o Congresso Nacional ou com o Judiciário, possibilidade que chegou a ser mencionada em debates públicos. De acordo com o ministro, essa alternativa não existe dentro da atual condução do caso.
“Eu acompanho em detalhes esse assunto, dadas as suas proporções e impactos”, afirmou Haddad, ao destacar que o tema é tratado como prioritário no âmbito do governo, em razão do volume de recursos envolvidos e das possíveis repercussões para o sistema financeiro e para a administração pública.
O ministro relatou ainda que, assim que o presidente Lula tomou conhecimento da dimensão do problema, a determinação foi clara no sentido de garantir uma investigação técnica, aprofundada e sem limitações. “Desde que Lula foi informado das proporções avassaladoras do caso, de bilhões, ele determinou que a investigação fosse técnica, mas que avançasse até as últimas consequências”, declarou.
Segundo Haddad, essa orientação não se restringe a um único órgão ou esfera de poder. Ele afirmou que Lula mantém a mesma postura em todas as interlocuções institucionais relacionadas ao tema, envolvendo diferentes áreas do Estado. De acordo com o ministro, a diretriz é compartilhada “do Judiciário, do Banco Central, do Ministério da Justiça e da Polícia Federal”, assegurando que cada instituição atue dentro de suas competências legais.
O titular da Fazenda também ressaltou que o presidente não demonstra receio quanto aos desdobramentos das investigações, mesmo diante da complexidade do caso e das possíveis implicações políticas e econômicas. Para Haddad, essa postura reflete um compromisso com a transparência e com o fortalecimento das instituições.
Haddad afirmou ainda que Lula “não tem medo de nada” e que essa atitude se reflete na condução do governo como um todo. Segundo ele, sob a liderança do presidente, os ministérios e órgãos federais adotam a mesma disposição para esclarecer os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos, caso sejam constatadas irregularidades.
As declarações do ministro ocorrem em meio ao aumento da atenção pública e institucional sobre o caso, que envolve valores expressivos e levanta questionamentos sobre a atuação de agentes públicos e privados. O governo federal busca, com esse posicionamento, afastar suspeitas de omissão ou interferência e reforçar a narrativa de que as investigações seguirão critérios técnicos e legais.
De acordo com Haddad, o entendimento no Palácio do Planalto é de que somente a apuração completa dos fatos permitirá restabelecer a confiança nas instituições e oferecer respostas à sociedade sobre os acontecimentos relacionados ao Banco Master. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo)