Quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026

O tom da despedida de Pepe Vargas e a promessa do diálogo do Governador Eduardo Leite com o novo presidente da ALRS

O plenário 20 de Setembro estava cheio, como convém a uma transição que não é apenas administrativa, mas simbólica. Pepe Vargas entregava o comando da Assembleia Legislativa e, em sua fala de despedida, deixou claro que o exercício do poder só faz sentido quando se traduz em responsabilidade. “Presidir esta Casa foi uma grande responsabilidade, mas também uma grande honra”, disse, com a serenidade de quem sabe que o tempo no comando é breve, mas o legado pode ser duradouro.

Pepe não se limitou a agradecer. Relembrou o esforço de sua gestão em aproximar o Parlamento das comunidades, em dar voz às regiões e em sustentar a bandeira da sustentabilidade como eixo central. O Pacto RS 2025, que percorreu o Estado em busca de soluções compartilhadas, foi citado como exemplo de que política não se faz apenas em gabinetes, mas também em praças, salões comunitários e encontros regionais. Sua despedida teve o tom de quem acredita que o Legislativo é, antes de tudo, espaço de escuta.

Logo depois, o governador Eduardo Leite tomou a palavra. E se Pepe falava de legado, Leite falava de futuro. Destacou que a relação respeitosa entre Executivo e Legislativo foi decisiva para enfrentar crises recentes — da pandemia às enchentes que devastaram o Rio Grande. “Estabelecemos uma relação respeitosa com o Legislativo, que foi protagonista das decisões que transformaram o Rio Grande do Sul. Graças a esse diálogo, fomos capazes de superar desafios gigantescos”, afirmou, projetando confiança na nova presidência de Sérgio Peres.

O contraste entre as falas é revelador. Pepe encerra com gratidão e serenidade, lembrando que o poder é transitório e que a política deve ser exercida com responsabilidade. Leite, por sua vez, projeta continuidade e reafirma o diálogo como ferramenta de governabilidade. Um fecha o ciclo, o outro abre caminho.

No fundo, ambos convergem em um ponto essencial: sem cooperação, não há futuro possível. O Legislativo que se despede e o Executivo que se compromete com a nova gestão falam a mesma língua — a da responsabilidade pública. E é nesse encontro de vozes que se desenha o verdadeiro significado da posse: mais do que a troca de nomes na Mesa Diretora, a reafirmação de que o Rio Grande do Sul precisa de diálogo para seguir adiante. (por Gisele Flores- gisele@pampa.com.br)

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