Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Obesidade cresce 118% no Brasil, segundo o Ministério da Saúde

O número de adultos brasileiros com obesidade cresceu 118% entre 2006 e 2024, segundo dados da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) 2025, divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (28).

No mesmo período, também houve crescimento significativo de outras condições crônicas, como diabetes (135%), excesso de peso (47%) e hipertensão (31%). A pesquisa apresenta um retrato da população brasileira sobre fatores de proteção e de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, com hábitos alimentares e prática de atividades físicas.

Os dados da Vigitel apontam, ainda, para mudanças nos padrões de exercício físico. A prática de atividade física de deslocamento caiu de 17%, em 2009, para 11,3% em 2024. Isso significa que as pessoas estão se deslocando menos a pé e usando mais transporte público e/ou privado.

Por outro lado, a proporção de adultos que realizam atividade física moderada no tempo livre aumentou para 42,3%. Os padrões de alimentação também sofreram mudanças. Segundo o Ministério da Saúde, o consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu estável, em torno de 31% da população.

Além disso, pela primeira vez, o Vigitel apresentou dados nacionais sobre o sono: 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, e 31,7% apresentam sintomas de insônia, com maior prevalência entre mulheres.

Ministério anuncia mobilização nacional voltada à saúde

Com o cenário apresentado pelos resultados do estudo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta quarta-feira a estratégia Viva Mais Brasil, uma mobilização nacional voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.

Serão investidos R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões ainda em 2026, previstos em portaria assinada nesta quarta-feira.

“Com essas mudanças, virá recurso do presidente Lula para ampliar o investimento e contratar profissionais para atuarem nas academias da saúde. A implantação de espaços com equipamentos e profissionais orientando, vinculados às unidades básicas de saúde, levou à redução do uso de medicamentos, inclusive ansiolíticos e antidepressivos”, reforçou Padilha.

Outro avanço é o aumento do custeio dos serviços do programa, que pode chegar a R$ 10 mil, dependendo da modalidade, carga horária e número de profissionais. Atualmente, o Brasil conta com 1.775 Academias da Saúde, e a expectativa é credenciar mais 300 novos serviços até o final do ano.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Mais de 100 mil cartões do Programa Pé no Futuro já foram entregues aos estudantes da Rede Estadual do RS
Base do Grêmio conhece tabela da Copa do Brasil Sub-17
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play