Quarta-feira, 08 de julho de 2026

Operação da Polícia Federal que mira candidato ao Senado atinge indiretamente o presidente do partido União Brasil

A operação realizada nessa terça-feira (7) pela Polícia Federal (PF), que teve como um dos alvos o ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) Márcio Canella atinge indiretamente Antonio Rueda, presidente do União Brasil.

Além de pré-candidato ao Senado pelo União, Canella exibe uma estreita aliança política com Rueda.

Os dois estruturam candidaturas complementares para as eleições de outubro. Rueda concorrendo a deputado federal, enquanto Canella sairia ao Senado.

Rueda nunca disputou uma eleição na vida para cargos proporcionais ou majoritários e também não mora (e nem nunca morou) no Rio de Janeiro. Mas desde o ano passado, nas inserções regionais a que o partido tinha direito na TV, aparecia ao lado de Canella. É com Canella que Rueda conta (ou contava) como o seu principal cabo eleitoral para se eleger.

Nos bastidores da política fluminense, era unânime que uma operação deste tipo seria deflagrada até as eleições inviabilizando a candidatura de Canella. Poucos acreditam que Canella chegará em outubro como candidato. Outras operações estão previstas.

A sexta fase da Operação Unha e Carne tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro.

Prisão

A ação criminosa, que teria participação de agentes públicos, movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à PF. Tmbém esteve entre os alvos o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio. Canella foi preso pela PF após um fuzil ser encontrado em seu carro. Ele foi levado para a Superintendência da PF, no Centro do Rio, para prestar depoimento.

Segundo a PF, um fuzil calibre 5,56 foi encontrado no interior do veículo do Canella durante o cumprimento dos mandados. Por essa razão, ele foi autuado em flagrante por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Na casa dele, na Barra da Tijuca, os agentes também apreenderam armas, munições e relógios de luxo.

Em uma das empresas alvo da operação, os agentes encontraram cerca de R$ 800 mil em espécie. O dinheiro estava em um estabelecimento localizado em Niterói.

A ação dessa terça-feira está no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, segundo as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635, conhecida como a ADPF das Favelas. (Com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo)

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