Terça-feira, 07 de abril de 2026

Operação de resgate teve dezenas de aviões e fake news proposital

Os Estados Unidos resgataram o piloto de um caça F-15 americano abatido na sexta-feira (3), enquanto sobrevoava o sul do Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o resgate em publicação nas redes sociais na manhã deste domingo (5). Segundo ele, as Forças Armadas realizaram “uma das operações de busca e resgate mais ousadas” da história do país.

Dois tripulantes estavam a bordo da aeronave e conseguiram se ejetar antes da queda. Um deles já havia sido localizado e resgatado ainda na sexta-feira. Autoridades iranianas afirmam que o caça foi abatido por sistemas de defesa aérea do país.

Detalhes sobre a operação ainda estão sendo divulgados. A missão mobilizou forças americanas em uma corrida contra o tempo para localizar o piloto desaparecido. Do lado iraniano, houve também esforços para encontrar o militar, com oferta de recompensa por informações.

As circunstâncias exatas do resgate permanecem incertas, mas relatos indicam que a operação foi de grande escala. Segundo informações obtidas por uma agência de notícias internacional, houve confronto entre forças americanas e iranianas durante a ação, e o piloto pode ter sofrido ferimentos ao se ejetar.

Fontes ouvidas por veículos internacionais apontam que o militar passou mais de 24 horas escondido em uma região montanhosa, enquanto era monitorado por autoridades americanas. A localização teria sido rastreada com apoio de inteligência, que repassou as informações às equipes responsáveis pela extração.

A missão também teria contado com ações de desinformação para confundir autoridades iranianas durante o resgate. Enquanto a operação ocorria, foi divulgada a informação de que o piloto já havia sido retirado do país.

Operações desse tipo, conhecidas como Busca e Resgate em Combate (CSAR, na sigla em inglês), estão entre as mais complexas realizadas por forças militares. Elas envolvem unidades altamente treinadas e costumam incluir o uso de helicópteros em voo de baixa altitude, além de aeronaves de apoio responsáveis por proteção e cobertura da área.

Em sua publicação, Trump afirmou que o aviador, descrito como um coronel, estava “atrás das linhas inimigas, nas montanhas do Irã, sendo caçado”. Segundo o presidente, a localização do militar foi monitorada de forma contínua por autoridades americanas de alto escalão.
Ainda de acordo com o governo dos Estados Unidos, dezenas de aeronaves foram empregadas na operação, que teria sido concluída sem baixas entre os militares americanos.

A mídia estatal iraniana informou que tropas da Guarda Revolucionária teriam abatido um drone americano durante as buscas, na província de Isfahan, no sul do país.

Especialistas apontam que tripulações de caças são treinadas para situações como essa, com foco em sobrevivência, evasão e resistência até o resgate. O objetivo principal é evitar a captura e permanecer em segurança até a chegada das equipes de extração.

O F-15E é uma aeronave projetada para missões ar-ar e ar-solo, com capacidade de empregar armamentos guiados de alta precisão. O modelo conta com dois tripulantes: o piloto e o oficial de sistemas de armas, responsável pela seleção de alvos e operação dos equipamentos de ataque.

Ainda não há confirmação oficial sobre o que provocou a queda da aeronave.

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