Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Oposição faz nova ofensiva por impeachment do ministro do Supremo Dias Toffoli e CPI do Master, mas cúpula do Congresso adota cautela

A citação ao ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, reacendeu a pressão da oposição para que o magistrado seja afastado.

O vice-líder da Minoria da Câmara, Carlos Jordy (PL-RJ), informou que protocolará nesta quinta-feira representação à Procuradoria-Geral da República pedindo para que ele deixei a relatoria das investigações. Além disso, um novo pedido de impeachment foi apresentado no Senado por parlamentares do Novo.

Apesar da mobilização, a cúpula do Congresso tem mantido postura de cautela e adota, por ora, compasso de espera diante do desfecho jurídico das investigações.

Toffoli é relator da investigação envolvendo o Master na Corte, mas sua condução do caso passou a ser alvo de questionamentos por sua ligação com Vorcaro. Na segunda-feira, a Polícia Federal entregou ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório que, de acordo com a colunista Malu Gaspar, elenca telefonemas, o envio de um convite para uma festa de aniversário do ministro e conversas de Vorcaro com outras pessoas a respeito de pagamentos relacionados ao resort Tayayá, empreendimento que teve Toffoli como sócio.

Em nota na quarta-feira (11), o gabinete de Toffoli afirmou que o “pedido de declaração de suspeição” é baseado em “ilações”. Em nova nota, divulgada nesta quinta-feira, o ministro admitiu ser um dos sócios da empresa que detinha cotas do resort e que vendeu sua participação a um fundo ligado ao pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

O ministro sustentou ainda que nunca recebeu valores do banqueiro nem de seus familiares e destacou que passou a relatar a investigação sobre suspeitas de fraude na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB apenas quando a companhia já não integrava a administração do empreendimento.

O novo capítulo do caso Master reforçou a mobilização de parlamentares da oposição, que apresentaram um novo pedido de impeachment de Toffoli e intensificaram a pressão pela instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a atuação do banco e eventuais conexões políticas.

O requerimento para criação da comissão já havia sido apresentado, mas enfrenta resistência da cúpula do Congresso, que tem preferido manter a apuração concentrada na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.

Jordy afirma que os fatos recentes tornam inviável adiar a investigação parlamentar mais ampla. — Fica insustentável não abrir a CPI do Banco Master diante das revelações que vieram à tona — disse.

Nesta quinta-feira, parlamentares do Novo anunciaram a apresentação de um novo pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, em ato com a presença do senador Eduardo Girão (CE) e do deputado federal Marcel van Hattem (RS). A iniciativa reforça a articulação da oposição para ampliar a pressão política sobre o magistrado em meio aos desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master. (Com informações de O Globo)

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