Quinta-feira, 26 de março de 2026

Otimismo com futuro da economia do país atinge recorde no governo Bolsonaro

Dados da mais recente pesquisa Datafolha, divulgados no sábado (24), apontam que as taxas de otimismo dos entrevistados com a futura situação econômica do país e pessoal são as mais altas registradas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Metade (53%) dos eleitores acreditam que nos próximos meses a situação econômica do país irá melhorar (eram 33% em junho), 26% avaliam que a situação ficará igual (eram 29% em junho). Já para 14%, a situação deve piorar (eram 34% em junho).

O percentual de otimistas fica acima da média entre os beneficiários do Auxílio Brasil: 58% avaliam que a economia vai melhorar, 12% que irá piorar e 24% que ficará igual.

Quando perguntados sobre a expectativa futura em relação à situação econômica pessoal, 60% responderam que irá melhorar nos próximos meses (eram 47% em junho); 30% avaliaram que a situação ficará igual (eram 35% em junho); e 7% disseram que a situação irá piorar (eram 15% em junho).

Três em cada dez eleitores (28%) avaliam que a situação econômica do país melhorou nos últimos meses (eram 15% em junho); 21% avaliam que a situação ficou igual (eram 17% em junho). Já para 50%, a situação piorou (eram 67% em junho).

A avaliação de que a economia do país melhorou se igualou ao melhor índice do governo Bolsonaro, registrado em dezembro de 2019 (28%).

Quanto à avaliação da situação econômica pessoal, 27% disseram que melhorou nos últimos meses (eram 20% em junho), 33% avaliam que ficou igual (eram 32% em junho) e 39% avaliam que piorou (eram 47% em junho).

Situação atual

Alguns dados econômicos recentes ajudam a entender o aumento no número de entrevistados que dizem que a economia teve desempenho melhor –mas é preciso ponderar os efeitos desses indicadores.

Agosto, por exemplo, registrou o segundo mês seguido de deflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo), sob efeito do recuo dos preços dos combustíveis. Em 12 meses, a inflação acumulada foi de 8,73% –ante os 10,07% registrados no mês anterior.

Ainda assim, a inflação do Brasil era a 8ª maior de uma lista das 20 principais economias do mundo. O grupo de alimentação e bebidas continuou em alta, de 0,24% em agosto e de 13,43% em 12 meses. E a inflação da cesta básica, que afeta mais impiedosamente os mais pobres, era de 25,9% em 12 meses, de acordo com estudo da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).

Do lado do emprego, ainda que a taxa de desocupação tenha recuado para 9,1% no trimestre até julho, o número de trabalhadores informais chegou a 39,3 milhões, de acordo com a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada pelo IBGE.

Ao mesmo tempo, segundo o Datafolha, a percepção de piora da economia brasileira chegou a 50% na pesquisa mais recente (eram 54% em agosto). Para 21%, tudo permaneceu igual, e cerca de 1% não soube responder.

Em situação mais frágil no mercado de trabalho, as mulheres sentem mais a piora do país (58%); aqueles com renda familiar mensal de até dois salários mínimos, mais reféns dos aumentos de preços dos alimentos, também (58%). Para os beneficiários do Auxílio Brasil, a sensação de piora é de 55%.

A pesquisa ouviu 6.754 pessoas, entre 20 e 22 de setembro, em 343 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O código da pesquisa na Justiça Eleitoral é: BR-04180/2022.

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