Quarta-feira, 13 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 12 de maio de 2026
O pai da cantora Amy Winehouse perdeu na Justiça uma ação movida contra duas amigas da artista por causa da venda de objetos pessoais que pertenceram à estrela britânica. A decisão foi tomada pelo Tribunal Superior de Londres e reacendeu debates sobre o legado da cantora, morta em 2011, aos 27 anos, no auge da fama.
Mitch Winehouse, pai da artista e administrador do espólio da filha, alegava que centenas de itens ligados à cantora foram vendidos sem autorização em leilões realizados nos Estados Unidos entre 2021 e 2023. Segundo ele, o dinheiro arrecadado deveria ser destinado à família e à fundação criada em homenagem à cantora.
As peças foram leiloadas pela ex-estilista de Amy, Naomi Parry, e pela amiga Catriona Gourlay. Juntas, elas arrecadaram cerca de US$ 1,4 milhão — aproximadamente R$ 7 milhões na cotação atual. Parte do valor foi destinada à Amy Winehouse Foundation, entidade criada após a morte da cantora para apoiar jovens em situação de vulnerabilidade e dependência química.
Entre os itens vendidos estavam vestidos usados por Amy Winehouse em apresentações, acessórios pessoais e peças que marcaram sua trajetória artística. Um dos objetos mais comentados foi o vestido utilizado pela cantora em seu último show, realizado em Belgrado, em junho de 2011, poucas semanas antes de sua morte.
Durante o julgamento, as amigas argumentaram que muitos dos objetos haviam sido dados pela própria cantora ainda em vida. A defesa afirmou que Amy tinha o hábito de presentear pessoas próximas com roupas e acessórios, especialmente porque evitava repetir figurinos em apresentações públicas.
A juíza Sarah Clarke aceitou a argumentação e concluiu que não havia provas de que as amigas tenham ocultado deliberadamente os itens ou agido de forma ilegal. Na decisão, a magistrada destacou que Amy costumava distribuir pertences pessoais a amigos e colaboradores.
O processo também trouxe à tona detalhes da relação entre Mitch Winehouse e pessoas próximas da cantora. Segundo relatos apresentados no tribunal, o pai da artista teria tentado negociar um acordo financeiro para encerrar a disputa antes da sentença.
A decisão judicial reacendeu discussões sobre o controle do legado de Amy Winehouse, considerada uma das vozes mais marcantes da música britânica nas últimas décadas. Conhecida por sucessos como o álbum Back to Black e pela mistura de soul, jazz e R&B, a cantora se tornou símbolo de uma geração, mas também passou anos sob intensa exposição pública por causa de problemas com álcool e drogas.
Amy morreu em 23 de julho de 2011, vítima de intoxicação alcoólica. Sua morte gerou comoção mundial e consolidou ainda mais sua imagem como um dos maiores nomes da música do século XXI.
Mesmo mais de uma década após sua morte, a cantora continua movimentando a indústria cultural. Objetos pessoais, roupas e manuscritos ligados à artista seguem alcançando valores elevados em leilões internacionais, impulsionados pelo interesse de fãs e colecionadores.