Domingo, 21 de abril de 2024

Painel “Perspectivas para a Economia do Rio Grande do Sul” abre o debate no Fórum O Rio Grande Pujante

O presidente da Assembleia Legislativa, Vilmar Zanchin, abriu o primeiro painel do Fórum O Rio Grande Pujante,  intitulado “Perspectivas para a Economia do Rio Grande do Sul”. Com otimismo, ele vê o futuro do Rio Grande do Sul de forma promissora, pois, segundo ele, o estado terá 12 anos consecutivos de governos que compartilham as mesmas agendas de transformação e continuidade de projetos.

Zanchin também ressaltou a importância da parceria entre o governo estadual e o legislativo gaúcho, pois “se não tiver o aval da Assembleia, nada avança. E ela tem cumprido a sua parte, está cumprindo o seu papel, com uma composição reformista e corajosa na tomada de decisões”, destacou o presidente. Com os projetos realizados entre o Palácio Piratini e a Assembleia Legislativa, o chefe do Palácio Farroupilha expõe que o estado alcançou o equilíbrio fiscal e, principalmente, obteve capacidade para investir R$ 6,5 bilhões no Programa Avançar para reforçar diversos setores do estado e, ainda, manter o salário do funcionalismo em dia. Assim como no discurso do vice-governador, o presidente da Assembleia Legislativa também evidenciou a importância da educação para o desenvolvimento do Rio Grande. “A transformação do Brasil e do Rio Grande do Sul só se dará se a educação for um ponto central das medidas”, concluiu.

O debate teve sequência com o presidente da Rio Grande Seguros e vice-presidente da Icatu, César Saut, o presidente do Sistema Fiergs, Gilberto Petry, e o presidente do Sistema Fecomércio e do Conselho Deliberativo do Sebrae-RS, Luiz Carlos Bohn. César Saut relacionou a história da construção da Icatu com o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul, destacando que o território gaúcho é onde o Brasil consegue se amparar para conseguir crescer também. “O que a gente precisa é ter pessoas motivadas em investir e promover o desenvolvimento do estado. É necessário vislumbrar o futuro, que é onde a gente quer estar. Notem que o PIB do Brasil tem um valor igual ao da Itália, e o território italiano cabe dentro do Rio Grande do Sul. É aí que a gente tem que mirar. Estamos construindo um país em cima de uma base muito promissora”, destacou o presidente da Rio Grande Seguros.

Representando o setor industrial e a potência das manufaturas, Gilberto Petry destacou que o Rio Grande do Sul tem a terceira estrutura fabril mais forte do Brasil. Na oportunidade, relatou como foi a viagem para a Argentina junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O país vinha muito bem, com superávit cambial, taxa de inflação menor que a da Europa e dos Estados Unidos. Agora, é necessário que o presidente comece a governar de fato, porque não notamos isso no primeiro mês do ano”, ponderou Petry. Ele também ressaltou que muitas fábricas deixaram o território gaúcho e foram para outros estados por falta de incentivos fiscais e reforçou a importância do Rio Grande do Sul se mostrar competitivo para receber esses investimentos.

O presidente do Sistema Fecomércio-RS deu sequência ao debate e destacou que o Rio Grande do Sul vai bem, mas que tem muita coisa que ainda precisa melhorar. “Foram feitas as maiores reformas administrativas que o estado poderia fazer. Fazer o ajuste fiscal pela despesa é sempre mais difícil, mas é necessário. Quando alguém reclama que a privatização vai custar mais caro para o consumidor, precisa considerar que a iniciativa privada fará mais e com mais eficiência. O estado tem mais de 500 mil empresas e 1,5 milhão de trabalhadores. Precisamos focar naquilo em que somos competitivos, como agronegócio e inovação”, pontuou Bohn. Sobre a participação do Sistema Fecomércio neste processo, destaca que o objetivo é trabalhar em quatro eixos das pequenas empresas e promover qualificação profissional e produtividade. “A lei não deve aumentar salário, o que aumenta salário é produtividade. Oferecer assessoria técnica é a nossa parte”, conclui.

No encerramento do primeiro painel, o presidente da Assembleia Legislativa afirmou que a iniciativa privada já demonstrou que tem capacidade de se reinventar. Agora, quanto ao papel do poder público, o Rio Grande do Sul pode permitir que os empreendimentos sejam concretizados que maneira mais fácil através da desburocratização da legislação. “Já tivemos avanços em relação ao novo código ambiental, por exemplo, mas é preciso desse espírito que percebemos aqui hoje”, destacou.

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