Quarta-feira, 10 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 10 de junho de 2026
A língua portuguesa é repleta de palavras de origens estrangeiras, algumas muito pitorescas, segue algumas conhecidas. Fiquem à vontade para enviar outras assim poderemos fazer a III – parte de palavras e origens.
Vinda da França.
A palavra garçom vem do francês garçon, que originalmente significa “menino” ou “rapaz”.
Na França medieval, o termo era usado para se referir a jovens solteiros, rapazes ou ajudantes.
Por volta do século XVIII, quando os restaurantes começaram a se popularizar em Paris, esses jovens foram contratados para servir às mesas.
O termo garçon passou a designar o profissional. Ao ser adotada no Brasil, a palavra sofreu uma leve adaptação ortográfica para garçom.
Na França moderna, o termo clássico para o profissional de atendimento evoluiu para serveur (masculino) ou serveuse (feminino).
Em português, aqui no Brasil o feminino de garçom foi adaptado para garçonete.
Essa é bem Curiosa:
Todo cachorro é cão, mas nem todo cão cão é um cachorro.
A palavra cachorro deriva do latim vulgar (*catulus)* (que significa “cão pequeno” ou filhote), combinado com o sufixo aumentativo ou pejorativo -orro (de provável origem ibérica ou basca). Originalmente, referia-se a filhotes de mamíferos em geral.
A origem Latina: Deriva de catullus. Na Roma Antiga, designava crias de várias espécies (cães, lobos, leões). O Sufixo -orro com a terminação acrescentada ao radical latino deu um tom diminutivo/afetivo ao termo na Península Ibérica.
Enquanto em Portugal e na Espanha a palavra ainda designa primariamente o “filhote” (sendo cão ou perro os termos para o animal adulto).
No Brasil o termo generalizou-se e tornou-se sinônimo do cão adulto. Historiadores da língua apontam que a popularização do “cachorro” no Brasil ocorreu por uma questão de tabu e superstição, funcionando como um eufemismo popular para evitar o uso da palavra cão ,na época , fortemente associada a representações do diabo ou capeta.
E o Cicerone vem de onde?
A palavra cicerone, que significa guia turístico ou pessoa que acompanha visitantes, remonta ao século XVIII, a partir do italiano cicerone.
O termo deriva de Cícero (Marco Túlio Cícero, 106 – 46 a.C.), famoso orador e político romano.
A expressão surgiu porque, na época, os romanos comparavam a eloquência e o vasto conhecimento histórico dos guias locais à famosa capacidade oratória do antigo estadista.
Palhaço.
Tem origem no italiano pagliaccio, que por sua vez deriva de paglia (que significa “palha”). Os primeiros comediantes usavam roupas acolchoadas com palha.
O enchimento servia tanto para deixá-los com uma aparência cômica e exagerada quanto para protegê-los das quedas e golpes durante as apresentações.
E o pastel ?
Vem do latim tardio pastelus, um diminutivo de pasta (massa ou pasta). Esse termo viajou pelo italiano (pastello) e pelo espanhol (pastel), sempre carregando a ideia de algo feito de massa.
Chegou ao português no século 13 com o sentido genérico de massa, torta, bolo ou empada recheada, conceito que se manteve na doçaria tradicional portuguesa (como o pastel de Tentúgal) e nos países hispânicos (onde a palavra significa bolo).
No Brasil, o famoso pastel de feira frito com recheios salgados popularizou-se no Brasil a partir da década de 1940.
Surgiu da adaptação do rolinho primavera chinês e do gyoza japonês, mas o termo foi adotado por nós brasileiros para descrever a nova iguaria.
E Vossa Mercê? ou Vosmecê? ou você?
Sabe de alguma palavra para nos contar? Deixe-nos saber!
Rogério Pons da Silva
Jornalista e empresário