Terça-feira, 25 de junho de 2024

Pane no WhatsApp afetou negociação de criptomoedas e petróleo russo

A pane de quase seis horas do WhatsApp na segunda-feira (4) afetou a negociação de ativos, de criptomoedas ao petróleo russo, disseram agentes do mercado, mas uma mudança rápida para plataformas alternativas como o Telegram limitou transtornos graves.

Apesar de muitas instituições financeiras não aconselharem que os funcionários usem serviços de mensagens como o WhatsApp e outras plataformas do Facebook que deixaram de funcionar na segunda, sua conveniência as tornou populares entre traders que se comunicam com clientes em mercados de balcão (OTC).

O Facebook culpou uma “mudança de configuração defeituosa” pela interrupção que atingiu WhatsApp, Instagram e Messenger, a maior pane já registrada pelo grupo de monitoramento de rede Downdetector.

Um dos afetados foi o BCB Group, empresa de negociação de ativos financeiros digitais sediada em Londres, que oferece negócios OTC e outros serviços. Os queda nos serviços do Facebook ocorreu perto das 16h do horário de Greenwich, um período essencial para os operadores do BCB.

O uso do WhatsApp entre traders financeiros monitorados pela empresa de vigilância de comunicações VoxSmart disparou após bancos passarem a aceitar que os clientes utilizem a plataforma, ainda que os chefes prefiram que seus funcionários usem canais de mensagem oficiais, disse o presidente-executivo da VoxSmart, Oliver Blower.

O aplicativo se tornou o “serviço de mensagens padrão” de muitos mercados, especialmente na Europa continental e na região Ásia-Pacífico, acrescentou Blower.

Notificação

Logo após o apagão nas plataformas do Facebook na segunda, o Procon-SP emitiu, nesta terça-feira (5), uma notificação ao aplicativo de mensagens WhatsApp. Além dos dois, o Instagram, que também é de propriedade da empresa de Mark Zuckerberg, também ficou fora do ar por mais de seis horas.

Em decorrência disso, usuários das plataformas, além de pequenas e médias empresas, podem ter sido afetados, avalia Fernando Capez, diretor do órgão de defesa do consumidor. “Somente em caso fortuito externo, que é um terremoto ou um evento muito forte, poderá isentar o WhatsApp de responsabilidade”, disse.

“O consumidor que se sentir prejudicado com a queda do sinal deverá aguardar as informações prestadas pelo WhatsApp ao Procon”, avaliou Capez. Segundo ele, as falhas internas “não eximem a responsabilidade da prestadora de serviço”. A multa por eventuais danos morais e materiais pode chegar a R$ 10,7 milhões.

O aplicativo de mensagens, que também possui uma versão para negócios chamada WhatsApp Business, deverá responder os motivos da indisponibilidade de funcionamento. A partir das respostas, o Procon deverá analisar as justificativas e decidir se prosseguirá com a multa, que também poderá ser recorrida pelo aplicativo.

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