Domingo, 01 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 1 de fevereiro de 2026
O papa Leão XIV pediu, neste domingo (1º), que líderes mundiais usem os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina para promover a paz, ao convocar autoridades a adotarem medidas concretas em favor do diálogo.
“A trégua olímpica é um costume antigo que acompanha a realização dos jogos”, disse o papa. “Espero que aqueles que se preocupam com a paz entre os povos e ocupam posições de autoridade deem, nesta ocasião, passos concretos em direção à desescalada (de conflitos) e ao diálogo”, acrescentou.
Milão e a estação alpina de Cortina d’Ampezzo serão coanfitriãs das Olimpíadas, que começam na próxima sexta-feira (6). A fala ocorre em meio a protestos na Itália após os Estados Unidos informarem que o seu Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE, na sigla em inglês) irá atuar nos jogos, fazendo a segurança da delegação olímpica americana.
Os agentes do ICE que serão enviados a Milão não são da mesma unidade dos agentes de imigração que atuam em Minnesota e outras cidades americanas. Eles fazem parte da unidade focada em crimes transfronteiriços e, frequentemente, enviam seus agentes para eventos no exterior, como as Olimpíadas, para auxiliar na segurança.
No entanto, centenas de manifestantes protestaram em Milão neste sábado (31) contra a presença dos agentes nos jogos. O pontífice, que é norte-americano, não especificou a que conflitos se referia. Ele, porém, já criticou a política rígida de imigração do governo de Donald Trump no passado e também as ofensivas, por exemplo, contra a Venezuela e o México.
Após a oração semanal do Angelus, no Vaticano, o papa Leão afirmou que grandes eventos esportivos carregam uma “poderosa mensagem de fraternidade” e podem reacender a esperança em “um mundo em paz”, ao recordar a antiga tradição da trégua olímpica.
Neste domingo, o papa também expressou preocupação com as recentes tensões entre os EUA e Cuba e pediu “diálogo sincero e efetivo” entre os países. Na última semana, Trump declarou emergência nacional em relação a Cuba e criou um mecanismo para impor tarifas a países que vendam ou forneçam petróleo à ilha. A ordem da Casa Branca cita acusações de que o governo cubano mantém vínculos com países e grupos considerados hostis aos EUA, como Rússia, China e o Hamas.