Sábado, 31 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 30 de janeiro de 2026
A Polícia Federal prendeu em flagrante duas pessoas por fraude migratória no município de Ponta Porā, 313 quilômetros de Campo Grande, após constatar a utilização de informações falsas para a obtenção e manutenção de autorização de residência no Brasil. As prisões ocorreram durante atendimentos na área de migração, sendo uma registrada na quinta-feira (29) e a outra na semana anterior.
De acordo com a PF, os flagrantes aconteceram durante entrevistas realizadas para renovação e concessão de autorização de residência. A análise da documentação apresentada pelos requerentes revelou divergências que indicavam a simulação de residência em território brasileiro.
Em um dos casos, um homem de nacionalidade paraguaia admitiu aos policiais federais que utilizou o endereço de uma outra pessoa para renovar o CRNM (Registro Nacional Migratório). Segundo a apuração, ele pagou um determinado valor para um brasileiro para usar o endereço falso, com o objetivo de continuar tendo acesso a benefícios assistenciais no Brasil, como o atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e o BPC Loas (Benefício de Prestação Continuada).
No outro flagrante, a Polícia Federal constatou que o requerente também declarava um endereço que não correspondia à sua residência real. A manobra tinha como finalidade evitar o cancelamento de benefício social. Ainda conforme a PF, o endereço falso era utilizado não apenas junto à Polícia Federal, mas também havia sido informado a outros órgãos públicos.
As duas ocorrências foram enquadradas como fraude migratória, uma vez que a simulação de residência no país configura irregularidade grave no processo de autorização de permanência de estrangeiros no Brasil. Os presos foram encaminhados às providências legais cabíveis, e os casos seguem sob apuração.
Extorsão de brasileiros
Quatro policiais do Paraguai foram presos por serem suspeitos de cobrar mais de R$ 50 mil para retirar uma denúncia de apreensão de drogas contra três brasileiros e uma paraguaia. Umas das vítimas conseguiu pedir ajuda em Cidade do Leste, que faz fronteira com Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
O caso teve início na noite de segunda-feira (26), quando os brasileiros, moradores de Goiás, trafegavam pela Rota 6, rodovia localizada a cerca de 110 quilômetros da fronteira com o Brasil. Eles afirmaram para a polícia que foram abordados por policiais paraguaios, que alegaram falta de documentação e descumprimento de protocolos de entrada no país.
Segundo o relato das vítimas, depois da abordagem, os policiais começaram a exigir o pagamento de US$ 10 mil para liberá-los. Desde então, segundo as vítimas, eles ficaram presos em uma subdelegacia no departamento de Alto Paraná.
Sob a alegação de que iria tentar sacar o dinheiro, um dos brasileiros detidos disse aos agentes que conseguiria o valor em um hotel no centro de Cidade do Leste, na fronteira com Foz do Iguaçu. Ele foi levado até o hotel por outros dois policiais.
Porém, no local, ele conseguiu descer do veículo e fugir. Em seguida, buscou ajuda junto à Polícia Turística do Paraguai, que atua na região da aduana.
Após a denúncia, policiais localizaram e prenderam dois agentes que estavam em um carro particular. Horas depois, as outras duas vítimas se apresentaram à polícia.
O caso segue sob investigação no Paraguai, e o relatório policial ainda deve ser complementado. (As informações são do g1)