Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Parlamentares culpam Costa por veto no Orçamento

A última palavra é de Lula, mas parlamentares responsabilizam Rui Costa (Casa Civil) como mentor da manobra que retirou aproximadamente R$ 11 bilhões do apito de deputados e senadores. Antes mesmo da canetada de Lula, o chefe da Casa Civil soltou por aí a possibilidade de alterar o Orçamento, aprovado pelo Congresso em dezembro passado. A movimentação afeta as emendas parlamentares.

A cavalo
A vingança deve vir já na primeira sessão do Congresso, com derrubada de vetos de Lula ligados à área fiscal, econômica e ambiental.

Ano eleitoral
Parte do dinheiro será para recompor recursos do Pé de Meia e Auxílio Gás, programas sociais que Lula quer usar para pedir votos este ano.

Deem adeus
Boa parte da grana foi redirecionada por meio de atos do Executivo e não dependem de análise do Congresso Nacional.

Dedos e anéis
Já há articulação entre parlamentares para recuperar ao menos parte do butim, aproximadamente R$ 400 milhões.

Marcus Pestana: mudanças fiscais ficam para 2027
Economista e diretor-executivo doa prestigiada Instituição Fiscal Independente, ligada ao Senado, Marcus Pestana não acredita não vê chances para grandes mudanças no campo fiscal e econômico este ano. O ex-deputado federal e ex-candidato ao governo de Minas Gerais, é claro quanto ao motivo: ano eleitoral. Ao podcast Diário do Poder, o mineiro avalia ainda que, em 2027, a necessidade do ajuste do setor público vai se impor, seja qual for o governo ou quem seja o presidente.

Lá funcionou
Pestana cobra investimentos em educação para desenvolvimento do País e lembra que a Coreia do Sul tinha índices piores que os do Brasil.

Resta vender
Ex-membro do Conselho de Administração dos Correios, Pestana não vê muitas chances de a estatal escapar da crise financeira instalada.

Perdeu o sentido
“(Correios) virou uma empresa de logística como outra qualquer de encomendas, só que isso não justifica a existência de uma estatal”, diz.

Vaia baiana
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), deu as caras na tradicional Lavagem do Senhor Bonfim, em Salvador. Não deu outra: foi recebido com uma saraivada de vaias.

Por pouco
Antes de chegar no início da Lavagem do Bonfim, o pré-candidato ao governo baiano Ronaldo Mansur (Psol) levou um susto. Criminosos tentaram assaltar o político, no Centro Histórico de Salvador (BA).

Porta na cara
Cleitinho (Rep-MG) aproveitou o dia útil e foi a uma agência dos Correios. Deu com a cara na porta: a unidade tinha aviso que só funcionava uma vez na semana. O senador diz que vai notificar a estatal.

Fila recorde
“Uma fila de mais de 3 mil quilômetros, que sairia de Chapecó (SC) e chegaria até Aracaju (SE)”, compara a deputada Carol de Toni (PL-SC) ao constatar a fila recorde do INSS, com mais de 3 milhões de pessoas.

Espera sentado
O deputado estadual Thiago Gagliasso (PL-RJ) quer saber cadê a classe artística, que não dá um piu sobre o escândalo envolvendo o Banco Master, “não vai ter show de protesto dos artistas em Copacabana”.

De volta
Venezuelanos começam a ter de volta acesso ao X. A rede social foi banida do país pelo ditador amigão de Lula Nicolás Maduro, agora na cadeia após ser capturado pelos Estados Unidos.

Limites
A conduta do ministro Dias Toffoli (STF) no escândalo do Banco Master foi questionada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), “o STF não pode criar suas próprias leis. A Constituição precisa ser respeitada”.

Pai da garfada
É o deputado Fausto Pinato (PP-SP) o autor do projeto que cria a vistoria veicular periódica para veículos com mais de cinco anos. Parte da oposição já se mobiliza para matar o projeto, na CCJ da Câmara.

Pensando bem…
… não demora e o Brasil cria também o ministro de garantias.

PODER SEM PUDOR
Ah, se existisse blog…

Os boatos já tomavam Brasília, naquele 25 de agosto de 1961, quando o então ministro da Justiça de Jânio Quadros, Pedroso Horta, reunia-se a portas fechadas com o presidente do Congresso, senador Moura Andrade. Repórter atento e muito competente, Murilo Melo Filho estava no outro lado da porta, quando Pedroso Horta saiu do gabinete de Moura Andrade.
– Murilo, veja se isto lhe interessa – disse Horta, estendendo-lhe um papel.
Era nada mais nada menos que a carta-renúncia de Jânio Quadros.

* Cláudio Humberto, com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos (www.diariodopoder.com.br – @diariodopoder)

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