Terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Parlamento Europeu suspende acordo comercial com os Estados Unidos após ofensiva de Trump na Groenlândia

A crise entre Donald Trump e seus parceiros europeus por causa da ofensiva do presidente americano para anexar a Groenlândia escalou mais alguns degraus nesta terça-feira (20), com o republicano aumentando suas ameaças e provocações às vésperas de sua participação do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Em contrapartida, o Parlamento Europeu reagiu anunciando que está sustando a ratificação do acordo de comércio assinado com Washington em julho passado que removeria tarifas sobre produtos industriais dos EUA. Aplicando forte pressão sobre oponentes à anexação da Groenlândia, um território semiautônomo da Dinamarca, Trump anunciou dias atrás tarifas de 10% a oito países europeus a partir de 1º de fevereiro — e que podem aumentar para 25% em junho, até que aceitem a anexação — o que levou a reações fortes na Europa.

O acordo cuja ratificação foi adiada deveria entrar em vigor em março ou abril, após aprovação do Parlamento Europeu e dos governos nacionais da União Europeia (UE). Com a suspensão anunciada nesta terça-feira, os parlamentares europeus querem enviar uma forte mensagem de descontentamento a Trump.

“É uma alavanca extremamente poderosa, não creio que as empresas concordariam em desistir do mercado europeu”, disse Valerie Hayer, presidente do grupo centrista Renovação, aos jornalistas em Bruxelas.

Além da suspensão da ratificação, a UE discute a imposição de tarifas retaliatórias aos EUA no valor de 93 bilhões de euros (R$ 580 bilhões), assim como restrições ao acesso de empresas americanas ao bloco europeu.

Por sua vez, em posts em rede social e declarações à imprensa, Trump publicou mapa com a bandeira americana no território semiautônomo ártico pertencente à Dinamarca, divulgou mensagem com tentativa de conciliação recebida do presidente francês, Emmanuel Macron, disse que os líderes europeus “não oferecerão muita resistência” à sua vontade de incorporar a ilha, e lembrou os aliados de que os EUA são “o país mais poderoso do planeta”, garantindo a paz no mundo “através da FORÇA!”.

Trump viaja nesta terça para Davos, na Suíça, em meio à maior crise aberta com aliados ocidentais em décadas por seu avanço sobre a Groenlândia. Será sua primeira participação ao vivo desde 2020, em um clima de marcada tensão pelo recente anúncio de tarifas de 10% à Dinamarca e mais sete países europeus que se opõem à sua ofensiva e enviaram pequenos contingentes militares à ilha em solidariedade ao país nórdico. De madrugada, Trump disse disse que concordou em reunir-se com outros líderes às margens do fórum, mas em entrevista publicada em paralelo deixou claro que não estará lá para negociar nada. (Com informações do jornal O Globo)

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